Juros médios do cheque especial subiram em 2002

Levantamento do Procon aponta um aumento da taxa mensal média cobrada no cheque especial, de 8,67% em 2001 para 8,82% em 2002

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SÃO PAULO – O Procon-SP divulgou nesta sexta-feira (27/12) os resultados do seu balanço anual de 2002 sobre a evolução das taxas de juros bancárias. De acordo com o levantamento, a taxa de juros média cobrada nas operações de cheque pessoal no ano foi de 8,82% ao mês, um aumento 0,15 ponto percentual em relação à taxa média do ano passado que foi de 8,67% ao mês.

No total treze instituições financeiras fizeram parte da pesquisa: Banco Bilbao Vizcaya Brasil-BBV, Banco do Brasil, Banespa, BCN, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Mercantil de São Paulo, Nossa Caixa Nosso Banco, Real, Santander e Unibanco.

Juros começaram ano em patamar elevado

Apesar do aumento na taxa média em relação ao ano passado, a taxa registrada em dezembro de 2002 acabou fechando abaixo do patamar registrado no começo do ano. Isso ocorreu pois, contrariando a tendência de alta registrada em 2001, em 2002 os juros já começaram em um patamar muito elevado, com uma taxa média no mês de janeiro de 8,90% ao mês.

Assim, as taxas, ao invés de subir durante o ano, começaram a recuar em março, mantendo-se estáveis entre os meses de maio a outubro. No período entre maio e outubro, nenhum dos treze bancos analisados pelo Procon alterou suas taxas de cheque especial.

Apesar do ligeiro aumento em novembro, a taxa média cobrada pelos bancos nas operações de cheque especial fechou o ano em 8,85% ao mês, um recuo de 0,05 ponto percentual na taxa mensal em relação a janeiro.

BCN cobrou taxa mais alta

O BCN foi o banco que cobrou a maior taxa de cheque especial no ano, com uma taxa média de 9,55% ao mês. O banco iniciou o ano com uma taxa de 9,5% ao mês, percentual que se manteve até o mês de outubro. Em novembro o BCN subiu os juros do cheque especial em 0,3 ponto percentual para 9,80%, o que acabou elevando ligeiramente a média anual.

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Em contrapartida, a Nossa Caixa cobrou a menor taxa no ano, registrando uma taxa média de 7,95% ao mês, taxa que se manteve estável durante todos os meses. A diferença entre as duas taxas é de 1,6 ponto percentual, de forma que no acumulado de um ano um consumidor que usou cheque especial no BCN gastou 19% a mais em juros do que gastaria na Nossa Caixa.
Maioria subiu juros em novembro

Além da Nossa Caixa, outros três bancos optaram por manter seus juros estáveis durante todo o ano de 2002: Itaú (8,90%), Unibanco (8,90%), Real (9,20%).

Com exceção do BBV e do HSBC, que reduziram as taxas do cheque especial durante o ano, os demais aumentaram os juros cobrados no período. No caso do BBV, os juros caíram de 9% ao mês em janeiro para 7,40% ao mês em dezembro, enquanto no HSBC a queda foi de 9,50% para 8,80% entre janeiro e dezembro.

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Os outros sete bancos reduziram os juros no final do primeiro trimestre, para voltar a subir em novembro. Dentre eles, os maiores aumentos em novembro ficaram com BCN e Santander, cujas taxas subiram 0,30 ponto percentual para 9,80% e 9,50%, respectivamente. O menor aumento em novembro ficou com o Banespa, cuja taxa subiu de 8,89% para 9% ao mês.