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SÃO PAULO – O brasileiro se preocupa em garantir sua qualidade de vida ao se aposentar, e, para tanto, busca na previdência complementar uma forma de garantir uma renda adequada à qual não teria acesso se contasse apenas com a Previdência Social.
Ainda que não seja nova, a constatação ganha ainda mais força ao se analisar os resultados do estudo elaborado pela pesquisadora do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Dra Sonoe Sugahara Pinheiro.
Tomando como base os dados da última PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) elaborada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) ela comparou a evolução da população brasileira, de acordo com área de atuação e com a evolução das contribuições para a previdência complementar.
Contribuição cresceu desde 1992
Segundo a pesquisadora informou à revista Fundo de Pensão, que é publicada pela Abrapp (Associação Brasileira de Entidades Fechadas de Previdência Complementar), a pesquisa constatou que houve crescimento na adesão à previdência complementar, sobretudo entre os trabalhadores informais e os formais que ou trabalham por conta própria ou são empregadores.
Como ressalta a pesquisadora, trata-se exatamente da parcela da população que ou não tem carteira assinada ou tem a opção de aderir ou não ao sistema oficial de Previdência. Segundo o estudo, esta parcela da população deixou claro que está dando preferência à previdência complementar.
Entre 1992 e 2003, o estudo aponta que o número de pessoas que contribuíram para a previdência complementar cresceu cerca de 25%. Porém, as crises econômicas que afetaram o país nos anos de 97 e 98 teriam contribuído para um crescimento menor no período. Assim, ao analisarmos apenas o período após 1998, o crescimento é bem mais acentuado, de quase 47%.
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Empregadores contribuem mais que informais
Por sua vez, entre 1992 e 2003, o número de trabalhadores informais que contribuíram para a previdência complementar aumentou 173%. Neste sentido, a pesquisa aponta que 2,23% dos trabalhadores informais contribuem para a previdência complementar. Esse percentual é bem superior à média nacional, de 1,76%.
No período entre 1992 e 2003 o total de trabalhadores por conta própria, ou empregadores que contribuiu para a previdência complementar cresceu quase 94%. Mesmo tendo registrado crescimento menor do que os informais, a parcela de trabalhadores neste segmento que efetua contribuições é bem mais alta, de cerca 10% em 2003.
Mulheres ganham participação
As mulheres também ganharam espaço neste mercado, aumentando em 46% as contribuições entre o período de 1992 e 2003. O estudo estima que 1,42% das mulheres contribua para a previdência complementar.
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Ainda que, entre as mulheres informais, apenas 1,10% contribua para a previdência, é preciso lembrar que desde 1992 este percentual quase dobrou, já que na época era de apenas 0,6%. Finalmente, entre as mulheres que trabalham por conta própria ou são empregadoras, cerca de quase 11% contribuem para a previdência complementar.