Cuidado: seu cartão pode estar sendo clonado!

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Como se já não bastassem as fraudes cometidas com cartões de crédito, o alvo dos bandidos agora passou a ser os cartões de débito, aqueles que usamos para sacar dinheiro, fazer consultas, e fazer pagamentos eletrônicos. Um golpe freqüente é aquele que os fraudadores instalam uma micro-câmera de vídeo no caixa eletrônico e desse modo conseguem saber sua senha, quando você a digita. Além disso, ao contrário do que ocorre normalmente, o cartão fica preso na máquina, e antes que o serviço de atendimento consiga retirá-lo ele é clonado pelos fraudadores.

Uma outra possibilidade que também está na moda, após o cartão ser “engolido”, uma pessoa que está próxima ao caixa eletrônico diz que também teve o mesmo problema e já está conversando com o banco pelo telefone celular. Em seguida, ela pergunta se você não quer aproveitar a ligação e falar com a atendente. Por sua vez, a atendente pede que a senha seja digitada no celular . Feito isso, a atendente informa que o cartão será bloqueado e que você receberá outro em casa. A suposta atendente é na verdade outro integrante da quadrilha, e o número de sua senha fica gravado na memória do aparelho celular da outra pessoa. No entanto, muitos bancos já estão tomando inúmeras providências, como a instalação de novos leitores que impedem que o cartão fique preso na máquina.

Mas não é só dessa forma que você pode roubado. Alguns hackers conseguem clonar seu cartão, tanto via internet, ou mesmo dentro do sistema do banco, no caso de algum ex-funcionário que conheça os códigos de acesso interno. Note que ele consegue apenas a tarja magnética e não a senha. Existem quadrilhas especialistas nesse crime, e muitas delas agem internacionalmente.

Mais uma vez, as instituições financeiras estão promovendo mudanças para que esses golpes sejam minimizados. Para conseguir a senha de um cartão é preciso responder a um questionário com a central do banco com dados pessoais, como endereço, data de nascimento etc. No Banco Real, por exemplo, além de passar o cartão e digitar a senha, para sacar dinheiro é preciso informar o número do seu cartão. Desse modo, como o hacker não conhece o cartão fisicamente, ele não sabe informar, e o sistema é travado.

Por outro lado, segundo as estatísticas, não existe motivos para pânicos. A probabilidade média de haver clonagem é de menos de 0,1%. Existem nos bancos departamentos direcionados para resolver esse tipo de problema. Neste sentido, qualquer suspeita de que esteja havendo saques indevidos, procure imediatamente o banco, que deve ressarcir todos os clientes que foram roubados. Haverá um levantamento histórico para investigar o caso, e se for comprovado que realmente houve fraude, o banco se compromete a devolver o dinheiro com juros, correção monetária e pagamentos de CPMF.

Como não estamos salvos desses tipos de criminosos, cabe aqui lembrar algumas dicas para evitá-los. Não informe sua senha a ninguém e nem deixe os números na carteira ou na bolsa. Não aceite a ajuda de outras pessoas no caixa eletrônico, que não sejam funcionários do próprio banco. A partir do dia 27 de julho desse ano, passou a vigorar o Código de Defesa do Cliente Bancário, que reúne em um só lugar todos os deveres dos bancos frente a seus clientes e portanto, qualquer reclamação deve ser dirigida ao Procon mais próximo ou ao Banco Central.

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