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Apesar do Orçamento de 2002 prever um reajuste de apenas 5,5% no salário mínimo, que passaria dos atuais R$ 180,00 para R$ 190,00, os partidos que integram a base governista no Congresso defendem um aumento para R$ 200,00. Com isso, o reajuste do salário mínimo seria de 11,1%, o que implicaria em uma necessidade de R$ 2,5 bilhões em recursos adicionais para manter equilibrar o Orçamento previsto.
Gastos com emendas parlamentares devem cair 21%
De acordo com o presidente da Câmara de Deputados, Aécio Neves, os recursos necessários para garantir o aumento do mínimo para R$ 200,00 seriam obtidos através do corte de R$ 1,55 bilhão em emendas coletivas dos parlamentares. No Orçamento de 2002, os gastos com emendas coletivas de parlamentares respondem por R$ 7,2 bilhões, de forma que o corte representa uma redução de mais de 21%. Como em anos eleitorais somente 30-40% destas verbas são de fato liberadas, na prática os parlamentares estão abrindo mão de recursos que já sabiam que provavelmente não iriam receber.
Oposição defende aumento para R$ 220,00
Contudo, o Governo ainda tem outra batalha pela frente: convencer a oposição do novo reajuste. A oposição defende um aumento maior de R$ 40,00, o que elevaria o mínimo para R$ 220,00. Contudo, o reajuste de 22,2%, implicaria em um rombo adicional de R$ 2,0 bilhões, forçando a uma redução ainda maior dos gastos com emendas parlamentares que cairiam para R$ 2,7 bilhões, cerca de 37% do valor previsto no Orçamento. Defendendo sua proposta, a base governista lembra que um aumento para R$ 200,00 implica em um reajuste acima da inflação para o salário mínimo, já que a inflação em 2001 não deve ultrapassar os 10%.
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