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SãO PAULO – Diante de tantos gastos de final e início de ano o consumidor tinha um motivo para comemorar: a redução no preço dos combustíveis. Apesar das distribuidoras de combustíveis terem conseguido uma redução de 25% nos preços da gasolina, o repasse para o consumidor foi bem menor, desapontando o consumidor que esperava compensar parte dos gastos de início de ano com a redução no preço dos combustíveis. Diante disto não há o que fazer senão pesquisar.
Gasolina cai em resposta à conjuntura
O menor preço dos combustíveis no país foi anunciado no final de 2001 pelo governo e reflete a benéfica combinação da nova tributação ao setor, queda do dólar e da cotação internacional do petróleo no mercado internacional. Por enquanto, os poucos estabelecimentos que já reduziram o preço dos combustíveis trabalham com uma redução média de apenas 13%, apenas metade do que foi concedido aos postos pelas refinarias.
Nova redução é esperada para fevereiro
Um dos entraves para uma redução mais significativa do preço dos combustíveis está a base de cálculo do ICMS dos Estados, que ainda não foi reduzida. Dentro desta percepção, espera-se que em fevereiro, os combustíveis voltem a cair, já que os Estados passariam a utilizar a tabela de janeiro que traz os combustíveis mais baratos.
A tabela com os valores presumidos para janeiro foi entregue às distribuidoras nesta quarta-feira (02/01), e com uma média nacional de R$ 1,777 por litro. Considerando uma redução média de 13% o preço médio do litro de combustível deve cair para cerca de R$ 1,545. Nestes níveis o custo do combustível volta aos níveis em que estava no início de 2001, quando o preço médio do litro do combustível era de R$ 1,580.
Os revendedores de combustíveis comemoram junto com os consumidores a queda dos preços dos combustíveis. Apesar de mais barato, os donos dos postos esperam retomar as vendas, que no ano passado caíram consideravelmente diante da política de preços que teve de ser praticada pelo setor. Os altos preços dos combustíveis em 2001 estiveram relacionados ao comportamento do dólar frente ao real e ao comportamento do barril de petróleo no exterior, prejudicando as vendas.