Fundos de pensão terão ranking de rentabilidade

Novo ranking permitirá a comparação mais eficiente do desempenho dos fundos, e deve contribuir para uma maior transparência do setor

Publicidade

SÃO PAULO – Preocupado em aumentar a transparência do setor, o Ministério da Previdência anunciou que pretende criar um ranking de rentabilidade para os fundos de pensão. Os 359 fundos de pensão serão classificados de acordo com o seu perfil de risco: alto, médio, baixo, e sem exposição. No caso dos sem exposição tratam-se de fundos que aplicam, essencialmente, em títulos públicos.

Mercado mais transparente

De acordo com informações do secretário de Previdência Complementar do Ministério da Previdência, José Roberto Savoia, o perfil de cada um dos fundos será revisto trimestralmente pela Secretaria de Previdência Complementar. A criação do novo ranking permitirá a comparação mais eficiente do desempenho dos fundos, e deve contribuir para uma maior transparência do setor.
Desta forma, os trabalhadores podem acompanhar o desempenho do fundo e passam a ter uma noção mais clara de como estão sendo administrados os recursos que, eventualmente, irão garantir o pagamento de suas aposentadorias. O primeiro ranking deve ser publicado apenas no terceiro trimestre de 2002.

Meta atuarial para três anos

Atualmente a meta de retorno atuarial para os fundos de pensão está fixada em 6% em termos reais, isto é, 6% depois de descontada a inflação. Se considerarmos a inflação com base no IPC-FIPE, isto significa que a rentabilidade dos fundos em 2001 teria que ser de 13,1%. Contudo, ela foi de apenas 12%, devido, em grande parte, ao fraco desempenho dos investimentos em ações por parte dos fundos.

Diante disto, o ministro da Previdência, José Cechim, anunciou que as metas de desempenho atuarial não serão mais analisadas anualmente, mas a cada três anos. Com isto, o ministro pretende reduzir a volatilidade dos resultados, já que nos últimos três anos o retorno acumulado dos fundos foi de 68,6%, ou de 19% ao ano.

Durante o mesmo período, a inflação acumulada do IGP-M foi de 69,8%, mas se considerarmos a variação pelo IPC-FIPE ela seria de 43,1%. De agora em diante, com a introdução de critérios uniformes para cálculo da rentabilidade dos fundos, haverá menos distorções e será mais fácil analisar o desempenho de cada um dos fundos.