Banco Central divulga expectativas do mercado para 2002 e 2003

Pesquisa é feita através da consulta de cerca 100 instituições, sobre os principais indicadores econômicos do país

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SÃO PAULO – O Banco Central do Brasil divulgou nesta segunda-feira informe relatando as projeções do mercado, feita com base em consulta em aproximadamente 100 instituições, para os principais índices macroeconômicos da economia brasileira referentes aos anos de 2002 e 2003.

O grande destaque positivo do relatório é a expectativa de uma taxa de inflação menor para o ano corrente e 2003. Já o fato negativo marcante fica para a redução das estimativas do mercado para o ingresso de investimentos estrangeiros. De qualquer forma, o crescimento do PIB esperado para 2002 foi mantido em de 2,30%, enquanto para 2003 as expectativas do mercado giram em torno de um crescimento de 3,50%.

Incertezas políticas definem piora das perspectivas

Os desdobramentos das incertezas políticas no meio econômico foram novamente dominantes, segundo opinião do mercado no final do mês de maio. A fragilidade da candidatura governista, simultaneamente ao fortalecimento da esquerda, despertou as preocupações do mercado quanto a uma eventual ruptura com a atual política econômica, pressionando o câmbio.

Em virtude disso, desde o início de 2002, a moeda norte-americana já acumula uma alta de 9,55%, impulsionando diretamente o aumento da dívida interna brasileira, que tem uma importante parcela denominada em moeda estrangeira. Isto refletiu numa previsão de um volume menor de investimentos estrangeiros e na maior desconfiança dos investidores.

Com isso, permanece as projeções de uma taxa de câmbio para o fim de 2002 em R$ 2,50, ao passo que, para findo 2003, os dados colhidos pelo BC sinalizam uma taxa de R$ 2,62. Já para a taxa Selic, o mercado espera, que a taxa termine o ano em 17%, enquanto que para o próximo ano é estimada uma taxa de 14,50%.

Projeções para inflação permanecem estáveis

A diminuição das pressões originárias dos preços de energia, principalmente petróleo, com queda de 7,40% apenas no mês de maio, contribuiu para a manutenção das expectativas relativas a inflação, a despeito da alta do preço do gás de cozinha. Com isto, para o IPCA, o mercado aponta uma inflação de 5,46% em 2002 e 4% em 2003.

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Já para o INPC, as simulações do mercado indicam uma taxa de 6,13%, próxima ao limite superior do teto da meta de inflação de 6,00%. Em relação aos demais índices pesquisados pelo BC, o mercado sinaliza IGP-DI de 2002 em 5,72%, maior do que os 5,62% previstos anteriormente. No entanto, foi registrado recuo no IPC-Fipe, de 4,39% para 4,36% no ano corrente.

As projeções para 2002 e 2003 são as seguintes:

















Índice 2002 2003
IPCA 5,46% 4,00%
INPC 6,13% 4,25%
IGP-DI 5,72% 4,80%