Europa vê Covid-19 em disparada e alerta para meses difíceis

Vários países relataram aumentos recordes, com destaque para a França, que registrou mais de 50 mil casos diários pela primeira vez no domingo

Homem com roupa de proteção caminha na região de Veneza, Itália
(Fotos Públicas)
Homem com roupa de proteção caminha na região de Veneza, Itália (Fotos Públicas)

Publicidade

MILÃO (Reuters) – Líderes europeus alertaram para meses difíceis pela frente agora que a pandemia ressurgente de Covid-19 forçou as autoridades a imporem novas restrições para tentar conter a proliferação da doença.

A divulgação de que uma vacina sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford e a AstraZeneca provocou reações imunológicas em pessoas idosas e jovens foi uma notícia positiva, mas o secretário da Saúde britânico, Matt Hancock, avisou que nenhuma vacina estará disponível antes do ano que vem, dizendo que “ainda não chegamos lá”.

Em outras partes, o quadro é invariavelmente sombrio. Vários países relataram aumentos recordes, com destaque para a França, que registrou mais de 50 mil casos diários pela primeira vez no domingo, e o continente ultrapassou o patamar de 250 mil mortes.

Continua depois da publicidade

Os governos estão desesperados para evitar os lockdowns que contiveram a doença no início do ano à custa da desativação de suas economias inteiras, mas o crescimento constante de casos novos os obriga a endurecer os controles continuamente.

“Teremos meses muito, muito difíceis pela frente”, disse a chanceler alemã, Angela Merkel, em uma reunião de líderes de sua União Democrata-Cristã (CDU), de acordo com o diário Bild.

Embora a Alemanha esteja se saindo relativamente bem quando comparada com outros países da Europa, também testemunha uma disparada de casos, e o índice de ambiente de negócios Ifo, que é acompanhado atentamente, caiu nesta segunda-feira, refletindo as preocupações com o vírus.

Continua depois da publicidade

O desalento causado pelo ressurgimento do vírus afetou os mercados financeiros, onde os preços do petróleo caíram devido aos temores de outro recuo na demanda, e os mercados de ações também caíram.

Na Espanha, que já teve mais de 1 milhão de casos da doença, o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, alertou que o país está enfrentando uma situação “extrema” ao anunciar um novo estado de emergência no domingo, impondo toques de recolher noturnos localizados e proibindo viagens entre regiões em alguns casos.

A Itália, o país mais afetado no continente nos estágios inicias da crise, em março, também impôs novas restrições, ordenando que restaurantes e bares fechem a partir das 18h, interditando cinemas e academias de ginástica e adotando toques de recolher localizados em várias regiões.