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SÃO PAULO – Apesar do forte apelo dos planos de previdência entre boa parte da população, uma preocupação entre os investidores é sobre a segurança deste tipo de aplicação. O termo se justifica, uma vez que, ao contrário dos bancos, cujos balanços são mais divulgados pela mídia, o investidor tem pouco acesso a informação sobre saúde financeira das seguradoras e entidades abertas de previdência privada.
Importância do déficit atuarial
Quando o assunto é previdência, o mais importante é saber qual a situação atuarial da empresa, que nada mais é do que uma análise sobre a capacidade da empresa de realmente conseguir arcar com o pagamento dos benefícios futuros. Para tanto, são feitas hipóteses sobre a expectativa de vida dos participantes, retorno da carteira de investimentos da entidade, correção dos planos, etc.
Desta forma, estas hipóteses são ainda mais importantes do que o déficit em si, pois otimismo exagerado pode levar a empresa a subestimar seu déficit, enfrentando problemas no futuro quando realmente tiver que pagar os benefícios.
Mais transparência
Neste contexto, a Circular 185/02 as Susep (Superintendência de Seguros Privados) veio contribuir para a maior transparência deste mercado, ao estabelecer os parâmetros mínimos para a elaboração destes estudos atuariais. Através da análise destes estudos será possível ter um entendimento maior sobre as hipóteses utilizadas pelas empresas nos seus cálculos atuariais, obrigando, com isto, um maior grau de profissionalização por parte dos profissionais envolvidos nestes cálculos.
Até porque, a partir de abril de 2003, os resultados destes estudos deverão ser publicados em um jornal de grande circulação, de forma que os participantes possam se manter informados sobre a situação financeira da empresa. A Susep acredita que a medida deve contribuir para a maior transparência do setor.