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SÃO PAULO – Depois de mais de um ano de espera, os VGBLs (Vida Gerador Benefício Livre) foram lançados em março deste ano. Os novos seguros resgatáveis, como foram inicialmente batizados, foram um sucesso de vendas, principalmente entre as seguradoras de bancos.
Contudo, apesar de serem classificados como seguros de vida, estes produtos funcionam mais como planos de previdência, onde você tem a opção de contratar uma renda mensal, sendo que em apenas 30% dos casos contrata-se um seguro de vida adicional. Exatamente por isto foram muito criticados pelas seguradoras independentes, que acreditam na necessidade de se oferecer um produto que realmente tenha características de seguro de vida.
Tudo em um só contrato
Neste sentido, espera-se para o início do próximo ano o lançamento de uma nova versão de VGBLs, chamada de VGBL conjugado. Os novos planos devem funcionar como um plano de seguro por sobrevivência, que permitem além da contratação de uma renda mensal a compra de uma cobertura de risco e invalidez no mesmo contrato.
A afirmação é do diretor da área de vida e previdência da Susep (Superintendência de Seguros Privados), Luiz Peregrino Vieira da Cunha. Segundo o diretor, devem ser lançadas duas modalidades de VGBL: simples e o conjugado. No simples será possível contratar uma renda mensal, vitalícia ou temporária, enquanto no conjugado além disto, será possível ter cobertura para risco e invalidez. Ou seja, durante a fase de acumulação parte dos recursos será destinada para reserva desta natureza.
Carência maior e custos mais altos
Além disto, as duas modalidades de VGBLS devem gozar de carências distintas. Enquanto nos VGBLs simples a carência permanece em 60 dias, pois trata-se de um produto de maior perfil de investimento, nos VGBLs conjugados a carência será maior, de um ano.
Da mesma forma, as taxas cobradas nos dois tipos de VGBLs serão distintas. Nos VGBLs simples, as taxas de carregamento devem continuar sendo de 10% sobre o valor de contribuição. Por sua vez nos conjugados elas serão divididas em duas partes, sendo que aquela relativa ao pagamento de uma renda mensal será de até 10%, enquanto a que se refere aos riscos de morte e invalidez, pode ser de até 30%.
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A decisão de exigir uma carência mais ampla, assim como cobrar taxas mais altas, busca viabilizar a venda do novo produto através de corretores. Uma das maiores reclamações dos corretores com relação aos VGBLs simples é de que sua estrutura de remuneração era pouco atrativa e de que não existiam restrições ao saque precoce.