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SÃO PAULO – O petróleo opera em seu maior patamar em 12 anos, devido a uma conjunção de fatores, dentre os quais destacam-se as tensões geopolíticas, os baixos estoques nos EUA e a não retomada da plena capacidade produtiva por parte da Venezuela.
Devido a estes fatos, o barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 33,55 nesta quinta-feira, alta de 1,42% em relação ao último fechamento.
Com o desempenho positivo de hoje, o petróleo acumula forte alta de 7,88% neste mês de fevereiro e a variação no ano fica em alta de 13,12%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 29,66 por barril em Londres.
Reservas no menor nível em 28 anos
Segundo dados do Departamento de Energia norte-americano, as reservas de petróleo no país encontram-se no seu menor nível em 28 anos, sendo que a situação mais alarmante encontra-se nas reservas de diesel e de óleo para aquecimento, dos quais o volume no momento é de apenas 100 milhões de barris.
Outro fator que vem a pressionar ainda mais os estoques de óleo de aquecimento, e conseqüentemente o de petróleo, reside nas baixas temperaturas que ainda persistem no nordeste norte-americano.
Tensões geopolíticas capitalizam atenções
Apesar das declarações por parte do chefe dos inspetores de armas da ONU, Hans Blix, de que o Iraque tem cooperado com as inspeções e da contínua oposição por parte da França, da Alemanha da China e da Rússia contra uma nova resolução acerca do Iraque, não há indícios de que os anglo-americanos tenham alterado sua posição belicosa acerca desta questão.
Este fato é corroborado pelos ataques realizados na última terça-feira por aeronaves anglo-americanas contra bases de mísseis antiaéreos iraquianas situadas nas zonas de exclusão aérea.
Vale lembrar que hoje se inicia a análise por parte do Conselho de Segurança da ONU do pedido da nova resolução contra o Iraque.
Venezuela ainda não retomou plena produção
A Venezuela, quel produzia antes da greve cerca de 3 milhões de barris por dia, ainda não conseguiu restabelecer suas plena produção, e que segundo dados do governo venezuelano, atinge agora um pouco menos de 2 milhões de barris por dia.
Com este panorama, existem indícios de que a tendência na cotação da commodity siga em forte alta.