Susep divulga crescimento de 15,9% da previdência complementar em janeiro

Faturamento total do setor em janeiro foi de R$ 746,2 milhões, já o faturamento dos PGBLs caiu 5,0% atingindo R$ 274,57 milhões

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SÃO PAULO – O setor de previdência complementar registrou crescimento de 15,9% no primeiro mês deste ano, ao registrar um faturamento de R$ 746,2 milhões. Os dados são da própria Susep (Superintendência de Seguros Privados) que nesta segunda-feira, dia 24, divulgou os resultados do setor.

Otimismo para 2003

Depois do fraco desempenho do ano passado, quando o crescimento do setor de previdência acabou sendo prejudicado pela entrada no mercado dos VGBLs (Vida Gerador de Benefício Livre), que apesar de serem estruturados de maneira semelhante aos PGBLs, são classificados como seguros de vida, pois permitem a inclusão deste tipo de cobertura.

Além disto, a maior instabilidade dos mercados acabou prejudicando as aplicações voltadas ao longo prazo, como é o caso, por exemplo, dos planos de previdência.

Para 2003, as perspectivas são mais favoráveis, visto que as discussões acerca da reforma da previdência contribuíram para uma maior conscientização da população para a importância de se garantir um complemento para a aposentadoria oficial. Além disto, a oferta de novos produtos e maior concorrência do setor beneficiou os consumidores, que já podem, inclusive, contratar estes planos pela internet.

Vendas de PGBLs caíram em janeiro

Apesar do crescimento da previdência complementar como um todo, as vendas dos PGBLs caíram no mês de janeiro em relação ao mesmo período no ano anterior. Ainda segundo a Susep, a venda de PGBLs no mês de janeiro ficou em R$ 274,57 milhões, cerca de 5,05% a menos do que os R$ 289,16 milhões registrados em janeiro de 2002.

A queda é ainda mais acentuada na comparação com dezembro, mês em que as vendas de planos de previdência em geral aumentam devido à maior disponibilidade de renda dos investidores, que acabam destinando parte do décimo terceiro para este fim. Além disto, muitas pessoas buscam nestes planos a possibilidade de diminuir a mordida do leão, visto que as contribuições aos PGBLs podem ser deduzidas do imposto de renda a pagar, desde que não excedam o limite de 12% da renda anual do contribuinte.

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Assim sendo, em relação às vendas em dezembro do ano passado, que foram de R$ 533,76 milhões, a queda foi ainda mais acentuada, de cerca de 49%. Durante todo o ano passado, as vendas de PGBLs foram de cerca de R$ 2,97 bilhões.