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SÃO PAULO – A continuidade das perspectivas de um conflito prolongado no Golfo Pérsico e os conflitos internos na Nigéria continuam ditando a alta do petróleo na tarde desta segunda-feira.
Política do “petróleo por comida” é colocada em dúvida
A reativação da política do “petróleo por comida”, no sentido de incentivar o Iraque a continuar a produção de petróleo, trocando barris da commodity por kits de ajuda humanitária, feita pelas Nações Unidas na última sexta-feira parece não ter convencido muito o mercado de petróleo acerca de sua eficácia.
De acordo com vários analistas europeus, tal política tem efeitos muito restritos, uma vez que a produção de petróleo é limitada pelo contexto bélico no qual encontra-se inserida, de forma que o restabelecimento das exportações da commodity só ocorrerá de forma efetiva após a finalização das operações militares na região.
A Opep, por sua vez, contrariou as expectativas do mercado e não ampliou a produção do petróleo, conforme era esperado. De acordo com membros do cartel, o aumento das cotas de produção não foi feito por ser considerado pela própria Opep desnecessário no momento.
Petróleo sobe 1,46% em Nova York
O contrato com vencimento em maio, que apresenta maior liquidez, opera em alta de 1,46% em relação ao fechamento anterior, atingindo US$ 30,60 por barril no mercado de Nova York na tarde desta segunda-feira.
Brent registra alta de 2,32% em Londres
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 26,45 nesta segunda-feira, alta de 2,32% em relação ao último fechamento.
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Apesar do desempenho positivo de hoje, o petróleo acumula forte baixa de 16,88% neste mês de março. Por sua vez, a variação no ano fica negativa em 10,82%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 29,66 por barril em Londres.