Petróleo segue em baixa, com elevação da produção na Venezuela

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 25,65 nesta terça-feira, baixa de 0,77%

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SÃO PAULO – Com os traders à espera da reunião da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), o mercado segue sofrendo o impacto da sobre-oferta global do produto, que se ampliou uma vez que a Venezuela elevou ainda mais sua produção a fim de recuperar as receitas perdidas durante a greve.
Nesse sentido, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 25,65
nesta terça-feira, baixa de 0,77% em relação ao último fechamento.

Com a queda
de hoje, o petróleo acumula baixa de 3,39% neste mês de abril e a variação no ano fica negativa em 13,52%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
29,66 por barril em Londres.

Vale frisar que segundo dados divulgados por parte da IEA (International Energy Agency), a produção média diária registrada no mês de março atingiu seu recorde histórico, chegando na casa dos 80,3 milhões de barris, sendo que a projeção do consumo global de petróleo deve ficar em torno de 76,4 milhões de barris por dia para o segundo trimestre deste ano, o que evidencia o cenário de sobre-oferta de petróleo.
Venezuela busca aval da Opep para manter produção

Em um cenário em que se torna consensual que a Opep deverá aprovar em sua próxima reunião, marcada para o dia 24 deste mês, o retorno as cotas anteriores de produção a fim de evitar a continuidade do quadro de sobre-oferta e a conseqüente queda na cotação do produto, a Venezuela busca o aval da organização a fim manter seu atual nível de produção.
Apesar da cota de produção venezuelana ser de 2,82 milhões de barris ao dia, o presidente do país, Hugo Chavez, busca na organização a ratificação para que seja mantida após a reunião a atual produção do país de 3,1 milhões de barris dia, a fim de que seja recuperada as perdas nas receitas relativas aos dois meses de greve.

Desta maneira, com a elevada produção global, além da provável rápida retomada na produção iraquiana, não há indícios de que ocorram variações maiores na cotação até a reunião da Opep, organização cujos países membros detêm conjuntamente um terço da produção global de petróleo.