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SÃO PAULO – Com a queda nas estimativas de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para 2001, que passaram de 4% no início do ano para 1,8% agora, a relação entre a arrecadação tributária frente ao PIB deve aumentar, colocando o Brasil em sexto lugar no ranking dos países que mais arrecadam impostos. De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), no final do ano a carga tributária deve corresponder a 35% do PIB do país, um aumento significativo frente aos 33,2% registrados em 2000.
Na opinião de Gilberto Luiz do Amaral, presidente do IBPT, preocupado em aumentar sua arrecadação o governo acaba penalizando principalmente as pequenas empresas, já que muitas delas são impedidas de adotar o regime SIMPLES. Em pesquisa conduzida pelo instituto, estima-se que as empresas que adotam o SIMPLES acabam pagando cerca de 14% do seu faturamento total em impostos, enquanto as pequenas empresas que não participam do SIMPLES e as médias empresas pagam 27% do seu faturamento em impostos. A maior carga tributária certamente fica com as grandes empresas que pagam cerca de 38% do seu faturamento em impostos.
As empresas mais afetadas pela forte carga tributária do país, certamente são as pequenas empresas que não podem adotar o SIMPLES, podendo acumular gastos na faixa de 1% de seu faturamento para administrar os pagamentos dos inúmeros tributos e taxas, que incidem sobre suas atividades. Por outro lado, as empresas de maior porte, apesar da maior carga tributária, contam com departamentos especializados no assunto, o que contribui para um melhor planejamento tributário.