Governo confirma aumento de IOF para compensar perdas com CPMF

Anúncio foi feito pelo Ministro da Fazenda Pedro Malan, que acena para a possibilidade de aumento de outros impostos além do IOF

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SÃO PAULO – O governo confirmou nesta terça-feira as suspeitas do mercado de que pretende aumentar a alíquota de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para compensar as perdas com a CPMF (Contribuição Provisória de Movimentação Financeira). Apesar da expectativa de que a prorrogação da CPMF seja votada ainda nesta semana no Senado, a contribuição deixará de existir por algumas semanas a partir do próximo dia 17 de junho.

Como a contribuição responde por uma arrecadação de cerca R$ 400 milhões por semana, e para voltar a ser cobrada será preciso esperar passar 90 dias da data de aprovação no Senado da sua prorrogação, o Governo se antecipa anunciando medidas para recompor esta perda fiscal.

Malan anuncia que somente aumento do IOF não resolve

No entanto, não é só a alíquota de IOF que deve aumentar. Para o ministro da Fazenda, Pedro Malan, o aumento do IOF e corte nas despesas governamentais não serão suficientes para recompor as perdas com o atraso na votação da prorrogação da CPMF. Desta forma, está sendo estudada a possibilidade de se aumentar outros impostos.

No que refere ao IOF o imposto será cobrado de todos os fatores geradores que coincidem com a CPMF, isto é, sobre todos os tipos de movimentação financeira. Malan afirma que as novas alíquotas serão divulgadas em breve, e reafirmou sua crença de que o Senado deve aprovar em breve a prorrogação da CPMF.

Estratégia já foi adotada em 1999

Esta não é a primeira vez que a prorrogação da CPMF não é aprovada a tempo, forçando o Governo a tomar medidas para recompor perdas fiscais. Em 1999, o atraso na votação da emenda que previa a prorrogação da CPMF acabou levando a contribuição a deixar de ser cobrada entre 24 de janeiro e 16 de junho daquele ano.

Na época a alíquota da contribuição era menor, de 0,20%, mas a mesma acabou sendo elevada para 0,38% quando voltou a entrar em vigor. Além disso, o Governo aumentou a alíquota de IOF sobre resgates de aplicação financeira de 0% para resgates após 30 dias para 0,38%. O aumento da alíquota de IOF foi extinto assim que a CPMF voltou a vigorar.