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SÃO PAULO – A arrecadação total de impostos e contribuições federais chegou a R$ 27,989 bilhões em março, superando em 6,43% o valor verificado na mesma época do ano passado. Em relação a fevereiro deste ano, a arrecadação total brasileira aumentou 10,74%, principalmente pelo fato de março ter mais dias que o mês anterior.
No acumulado do primeiro trimestre de 2005, a arrecadação total soma R$ 85,638 bilhões, montante 5,14% acima do constatado em igual período de 2004. Vale destacar que todas as comparações efetuadas pela Receita Federal levam em conta a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo).
IR responde por 35% da arrecadação
De acordo com balanço divulgado nesta sexta-feira (15), os tributos com maior representatividade na arrecadação de março continuaram sendo o Imposto de Renda e a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social).
O recolhimento do Imposto de Renda somou R$ 9,821 bilhões no mês, o que o coloca no primeiro posto entre as maiores arrecadações, respondendo por 35% da arrecadação de Março.
A maior parte desses recursos está relacionada a imposto de renda retido na fonte, que equivale a 53% do total arrecadado com IR, e incide sobre salário, aplicações financeiras e rendimentos de estrangeiros. Completam a arrecadação de IR, o imposto de renda recolhido pelas empresas (44%) e, em último lugar, o imposto de renda pago por indivíduos (3%).
Quase um terço veio da Cofins e CPMF
Em segundo lugar vem a Cofins, que foi responsável por uma receita de R$ 6,427 bilhões, o que equivale a 23% do total arrecadado em março. Isso representa um avanço de 5,26% na comparação com o mesmo período em 2004.
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Ainda segundo dados divulgados pela Receita Federal, a CPMF (Contribuição provisória por Movimentação Financeira) foi responsável pela entrada de R$ 2,629 bilhões em recursos, ou seja, pouco mais de 9% do total arrecadado no mês. Com isso, a Cofins e CPMF juntas responderam por pouco menos de um terço da arrecadação.
As receitas com a arrecadação da CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) chegaram a R$ 2,159 bilhões e com IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) a R$ 1,955 bilhão, essa última estimulada pelo desempenho do setor automotivo.