Tributos representam quase metade do preço dos artigos carnavalescos

Num spray de espuma, por exemplo, há 47,14% de impostos. Do preço final do produto (R$ 2,70), o governo pega R$ 1,27

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SÃO PAULO – Os impostos não perdoam nem mesmo os artigos usados na folia. Os tributos estão embutidos em toda parte: confetes, serpentinas, colares havaianos, ingressos para assistir aos desfiles das escolas de samba etc.

Num spray de espuma, por exemplo, há 47,14% de impostos. Do preço final do produto (R$ 2,70), o governo arrecada R$ 1,27. No caso dos colares havaianos, o valor chega a 47,16%. Isto é, dos R$ 3 que se paga em uma dúzia de colares havaianos, R$ 1,41 é direcionado para os cofres públicos em forma de impostos.

Sambódromo cheio de impostos

Os impostos também estão presentes nos ingressos dos desfiles das escolas. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), eles representam 42,05% do preço dos bilhetes, que custam entre R$ 40 (arquibancada) e R$ 13.800 (camarote).

No sambódromo, passistas e destaques de carros alegóricos carregam milhões de reais em carga tributária. Nas fantasias da escola Tom Maior, por exemplo, que custam cerca de R$ 200, estão embutidos nada menos do que 37,61% em tributos.

Os carnavalescos reclamam da falta de incentivo governamental em relação aos impostos e lembram que o Carnaval impulsiona a economia em diversas áreas, principalmente no setor de hotelaria.