Publicidade
SÃO PAULO – Preocupados com o aumento na carga tributária com a chegada do Supersimples, empresários, comerciantes, advogados, engenheiros e contabilistas se reuniram para analisar os possíveis reflexos que a nova lei trará aos caixas das empresas.
Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), Gilberto Luiz Amaral, a reação da platéia foi de perplexidade. “Por causa da complexidade da lei e o fato de a maior parte dos contribuintes ter acréscimo tributário em relação ao Simples atual”, explicou.
Alíquota
De acordo com Amaral, uma empresa comercial que fatura R$ 30 mil ao mês paga uma taxa de 5,8% no Simples. “Pelo Supersimples, sobre a mesma receita, deve ser aplicada uma alíquota de 6,84%”, revelou.
Conforme divulgou o Diário do Comércio, um estudo realizado pela consultora de finanças Nilva Maria Jacomello aponta que algumas prefeituras também perderão com o Supersimples. No Estado do Paraná, por exemplo, R$ 93 milhões deixarão de ser arrecadados anualmente pelas 399 administrações municipais.
“As alíquotas do Supersimples serão menores em alguns casos. Além disso, como a União recolherá o imposto para depois distribuí-lo, as prefeituras vão perder o gerenciamento do Imposto sobre o Serviço (ISS), que hoje entra automaticamente no caixa dos municípios”, disse Nilva.
O fenômeno também vai ocorrer com o repasse do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).