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SÃO PAULO – Apenas dois de cada dez postos de combustível da cidade de São Paulo vendem álcool dentro do preço seguro, calculado pelo Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado (Sincopetro).
O levantamento foi feito pela InfoMoney, que utilizou a informação dada pela entidade, sobre o preço do litro de, no mínimo R$ 1,41, com base no levantamento de preços realizado semanalmente pela Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Análise
Conforme recente entrevista dada pelo presidente do sindicato, José Alberto Paiva Gouveia, para ser considerado “seguro”, o litro deve custar, no mínimo R$ 1,41. E dos cerca de 630 postos pesquisados semanalmente pela agência, apenas 120 cobravam mais do que isso na semana encerrada dia 10 de fevereiro.
Análise do tipo já foi feita com a gasolina, mostrando que seis em cada dez postos vendem o produto a um preço “desconfiável”, ou passível de adulteração. Isso porque existem gastos e custos com os quais os revendedores precisam arcar para manterem suas atividades.
Os preços do álcool na cidade variam de R$ 1,169 a R$ 1,7, mas é importante lembrar que a localização interfere no valor final: em uma região mais valorizada o aluguel do espaço tende a ser maior – o que gera um aumento dos custos operacionais do posto.
Despesas básicas
“O álcool hoje, sem lucro nem nada, chega da distribuidora ao posto por R$ 1,02”, explicou Gouveia. Segundo ele, R$ 0,12 é a média de ganho de quem fornece o produto. Portanto, o litro chega ao posto valendo R$ 2,14.
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A revendedora, por sua vez, precisa de R$ 0,27 de ganho sobre a mesma quantidade para conseguir arcar com suas despesas básicas e ainda obter lucro. “Com isso, o preço na bomba, para ser seguro, deve ficar em cerca de R$ 1,41 a R$ 1,45″, adicionou o sindicalista.
Sintomas e prejuízo
O combustível adulterado causa danos que podem requerer desde um serviço leve de limpeza do motor (que dificilmente é encontrado por menos de R$ 300) à sua retífica geral, que pode sair por até R$ 5 mil.
Fique atento aos sinais que seu veículo dá quando o combustível utilizado é de má qualidade:
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- motor falhando;
- perda potência;
- partidas “engasgadas”;
- aceleração lenta;
- o veículo “morre” com freqüência.