Ao invés de menor, preço do genérico pode ser maior do que remédio de marca

Afirmação é do Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal. Motivo é barateamento do produto convencional

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SÃO PAULO – Remédios genéricos, que custavam até metade do valor empregado no mercado convencional, podem ser encontrados com preço superior àquele de marca, conhecido como de referência. A constatação foi feita à Rádio Nacional pelo presidente do Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal, Jaldo de Souza Santos.

No entanto, o consumidor não precisa se assustar: isso não significa que os produtos, lançados ao mercado em 1999 como uma alternativa para a população de baixa renda, tenham ficado mais caros. Na verdade, afirma Santos, o mercado de marcas foi obrigado a baixar significativamente os preços, por conta da competitividade resultante da criação dos genéricos. “De qualquer forma, quem sai ganhando é a população”.

Sem repassar

Ainda existe, no entanto, um problema na relação comércio/genéricos. Segundo Santos, em algumas cidades, os remédios “alternativos” são comprados pelas farmácias com abatimentos que giram em torno de 50%.

Apesar disso, alguns estabelecimentos não repassam o desconto para os consumidores, aumentando a margem de lucro. Ele alerta que isso pode ser resolvido com uma boa estratégia de marketing.

“Quando as vendas dos genéricos caírem, os próprios laboratórios que os produzem traçarão estratégias de marketing para torná-lo mais barato. O que resta a população é procurar o produto mais barato nas farmácias, independente se seja genérico ou de marca”, finalizou.