Para Cosan, Brasil é o país mais resistente ao recuo no preço do açúcar

Estimativas contemplam uma retração próxima a 30% para o preço da commodity no mercado interno e externo em 2007

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SÃO PAULO – As projeções para o preço do açúcar no mercado interno e internacional para 2007 não são animadoras. Segundo as estimativas da Tendências Consultoria Integrada, os preços internos podem cair 29,9% e 30,3% no mercado externo neste ano.

Para a Cosan, terceira maior produtora de açúcar do mundo e maior exportadora, os impactos de uma aceleração da queda nos preços da commodity no Brasil devem ser menores do que no resto do mundo.

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“Muitos outros países quebrariam antes do Brasil e, dentro dele, a Cosan seria a última”, disse Paulo Diniz, diretor de relações com investidores da companhia, durante entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira.

O Brasil está na frente de outros países na relação custo/produção de açúcar, na área de cultivo e na participação de mercado.

Mais protegido

Segundo Diniz, a empresa possui mecanismos que a protegem de uma eventual aceleração da queda no preço da commodity, o que a coloca como a última a sentir os efeitos.

Como vantagem em relação às outras companhias, Diniz ressalta a participação que a Cosan possui, por exemplo, na cadeia de infra-estrutura e logística, como terminais portuários.

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Nos nove meses do ano fiscal de 2007, encerrados em 31 de janeiro, as receitas oriundas de açúcar representaram 63% do total da usina.