Em 2006, notebook ficou R$ 1,7 mil mais barato. Queda deve ser maior em 2007

Com isso, vendasa umentaram 116%. Motivo é isenção de tributos, facilidade de movimento e queda do dólar

Equipe InfoMoney

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SÃO PAULO – Comprar um notebook não é mais algo tão caro. Em 2006, o preço do equipamento passou ser, em média, de R$ 2 mil, contra R$ 3,7 mil anteriores a esse período – uma queda de R$ 1.700.

Esse barateamento, segundo a Associação Brasileira da Indústria Eletro e Eletrônica (Abinee), foi um dos responsáveis pelo aumento de 116% nas vendas do produto no ano passado, na comparação com 2005. E para 2007, a tendência é de menor custo e mais vendas.

Motivadores

De acordo com a instituição, o principal motivador da maior procura é a facilidade de mobilidade que o produto proporciona. Em segundo lugar é a “MP do Bem”, que concedeu em 2005 isenção de PIS e Cofins aos fabricantes de destktops (computadores de mesa) com valor de até R$ 2.500 e laptops de até R$ 3 mil.

Com isso, o preço final ficou algo em torno de 10% menor. Por fim, a queda do dólar auxiliou o consumidor, uma vez que os equipamentos são compostos basicamente de peças vendidas no exterior.

Melhor este ano

Para este ano, a associação estima um cenário melhor: com o aumento da isenção do tributo, agora aos fabricantes de computadores com preço de até R$ 4 mil, anunciada em janeiro último durante o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), mais produtos ficarão mais baratos. Além disso, o dólar continua em tendência de desvalorização.

A estimativa é que 11 milhões de computadores sejam vendidos este ano. Do total, 15%, algo em torno de 1,5 milhão de unidades, devem ser de portáteis. No ano passado, a representatividade era de 7%.

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Resultado

Segundo o Programa de Administração do Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA), o aumento da venda de computadores fez com que mais brasileiros das classes D e E comprassem pela internet no ano passado.

Dados do setor mostram que em 2006 a participação dessa faixa de renda no e-commerce era de 5% do total. Já em 2006, esse número aumentou para 8%.