Assim como álcool, preço dos remédios reflete na inflação de abril

O reajuste de até 3,02% concedido pela Anvisa fez com que, na média, medicamentos ficassem 0,5% mais caros

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SÃO PAULO – Assim como ocorreu com o preço do álcool, se não fosse o encarecimento dos remédios, a inflação de abril teria sido menor. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo, divulgado nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), desacelerou entre março e o quarto mês do ano, passando de 0,37% para 0,25%. O motivador desse cenário melhor foram os alimentos.

Enquanto isso, o reajuste de até 3,02% nos valores dos medicamentos, autorizado pelo governo, fez com que o grupo apresentasse alta de 0,50% na média do mês. De acordo com técnicos do instituto no documento de divulgação do estudo, esse aumento refletiu parte do reajuste concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). E essa possibilidade já havia sido prevista por especialistas.

Faixas de reajuste

Os novos preços dos medicamentos passaram a vigorar aos revendedores no primeiro dia de abril, o que deve ter chegado ao bolso do consumidor em cerca de dez dias, como informaram previsões do setor.

À época, a regulamentação permitiu três faixas de reajuste: até 1%, até 2,01% e até 3,02%. Em aproximadamente 60% das cerca de 17 mil apresentações de médicas será aplicado o aumento menor.

Outros produtos

O IBGE ressaltou ainda que outros produtos tiveram um encarecimento em abril, na comparação com março: artigos de limpeza (0,59%), gás de cozinha (0,23%), automóvel usado (1,06%) e cigarros (0,71%).

O álcool combustível também merece destaque: em março, ele havia acumulado deflação de 0,65%. Já em abril, o aumento de preços superou a casa dos 7%, o que teve forte influência sobre o IPCA.