Analistas estimam efeitos da redução de tarifas nos papéis de CPFL e Energias do Brasil

Apesar da redução das tarifas acima do esperado, analistas mantêm visão positiva sobre as ações do setor elétrico

Equipe InfoMoney

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SÃO PAULO – A reunião Pública da Diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) ocorrida na última terça-feira (29) propôs a redução dos índices tarifários (IRT) da Bandeirantes (subsidiária da Energias do Brasil) e da Piratininga (subsidiária da CPFL Energia).

De acordo com a decisão, o reajuste ficou em -11,97% para a Bandeirantes e -16,11% para a Piratininga. “A revisão tarifária foi bem pior dos -7% e -3% (respectivamente) que esperávamos.” – afirmam os analistas da Bear Stearns em relatório enviado nesta manhã.

Mas apéis continuam recomendados

Apesar da redução acima das expectativas do mercado, os analistas consideram os papéis atraentes. De acordo com o Credit Suisse, no curto prazo, esta revisão tarifária poderá afetar negativamente as ações. “Mesmo assim nós mantemos o otimismo com relação a ambas companhias.”

Os analistas do Bradesco concordam com esta posição e reiteram sua recomendação de compra para ambos papéis, estimando upsides de cerca de 34% para Energias do Brasil e de aproximadamente 33% para a CPFL. Segundo eles, as duas companhias estão reduzindo consistentemente os custos gerenciáveis e as perdas de energia, que são os principais drivers de criação de valor.

Merrill Lynch diminui preço-alvo da CPFL

Em contrapartida, a Merrill Lynch se mostra mais conservadora diante das alterações tarifárias para a CPFL. Os analistas reduziram as estimativas do preço-alvo em doze meses para os papéis da companhia de R$ 44 para R$ 40.

A nova previsão do banco de investimentos mostra que os upsides destas ações passaram de 37%, para cerca de 25%. “Mas nós mantemos nossa recomendação de compra para estes papéis, pois acreditamos na expansão da capacidade de geração da empresa”.