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SÃO PAULO – As roupas de primavera-verão estarão 6% mais caras este ano, em relação à alta estação do ano passado. No entanto, de acordo com o Sindicato das Indústrias do Vestuário de São Paulo (Sindivest), o aumento não deverá pesar demais no bolso do consumidor.
“Enquanto algumas empresas aumentarão seus preços, outras não farão modificações, então, se o consumidor procurar bem, conseguirá encontrar bons preços”, afirma o secretário-executivo do Sindivest, Pedro Fortes. “Ao longo dos anos, os valores não têm sofrido muita alteração. Nós vemos os preços como estáveis, com uma ligeira alta”, completa.
O aumento, no entanto, não deve diminuir o número de compras do paulistano. “As vendas têm mantido um patamar de 6 bilhões de peças ao ano e a expectativa é que esse número seja alcançado novamente em 2007”.
Concorrência
Fortes explica que, como a concorrência é grande entre as 6 mil indústrias de vestuário de São Paulo, elas precisam apostar em preço, qualidade e diversidade para conquistar o cliente. “Como tem muita empresa produzindo, se as peças chegarem muito caras ao cliente, ele não compra, e procura um lugar onde o preço é melhor. A renda dos consumidores não cresce, portanto, ele dificilmente paga mais pelo produto”, garante.
O secretário cita ainda que o Índice de Preços ao Consumidor da Fipe é um bom termômetro para avaliar se as roupas estão ou não subindo de preço. “Mesmo quando o IPC apresenta alta, ela é quase sempre puxada pelo setor de alimentos e nunca pelo vestuário. Na terceira semana de agosto o IPC teve alta de 0,11%, mas vestuário teve variação negativa de 0,89%”.
Para quem foi às compras durante o inverno, as peças podem até parecer mais baratas na estação do calor. “Roupas de inverno são bem mais caras, principalmente porque usam mais matéria-prima importada. A coleção de verão é feita em grande parte com algodão e o Brasil é líder na produção do produto. Por isso, não há dúvida de que as roupas de calor serão muito mais baratas que as de inverno”, garante o secretário.