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SÃO PAULO – Mesmo sem a tarifa de importação, o trigo vindo de outros países que não do Mercosul ainda ficaria mais caro do que o produto nacional e dos países do bloco, segundo informou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), nesta sexta-feira (14).
Em nota enviada à Câmara do Comércio Exterior (Camex), o ministério informou que a redução da tarifa de importação – Tarifa Externa Comum do Mercosul (TEC) – não reduziria o preço do produto no mercado interno.
Valores
De acordo com o Mapa, o trigo da safra 2007/08 importado para São Paulo da Argentina custaria R$ 708 a tonelada e o produzido no Paraná valeria R$ 677. Já o comprado do Canadá ou Estados Unidos, mesmo sem a alíquota, custaria aos moinhos R$ 791.
Dessa forma, a redução da TEC não teria efeito no mercado interno. A eliminação da alíquota, de acordo com o documento, só teria efeito se realizada durante a entressafra. No Brasil, a colheita do produto é feita de agosto deste ano a janeiro de 2008.
Cadeia produtiva
A nota informa que, se o objetivo da medida é ajudar no controle da inflação, seria mais efetivo reduzir as tarifas de toda a cadeia produtiva: trigo em grão, farinha de pré-misturas, pães, massas e biscoitos.