UBS reduz recomendação às ações da Vale, questionando potencial de alta

Revisão de compra para neutra; recente disparada levou papéis para níveis já muito otimistas, avalia o banco

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SÃO PAULO – O banco de investimentos UBS Pactual reduziu de compra para neutra a recomendação para as ações preferenciais classe A da Vale do Rio Doce nesta segunda-feira (8). A avaliação é de que a recente disparada levou o preço dos papéis para níveis em linha com uma perspectiva bastante otimista, deixando pouco espaço para “surpresas positivas”.

“Vemos agora a mineradora operando em linha com as empresas do mesmo ramo, com menor potencial de alta para suas ações”, afirma a instituição financeira em relatório. As ações da Vale acumulam ganhos de quase 90% em 2007.

Além de premissas favoráveis para a indústria do minério de ferro, os títulos da mineradora refletem um mercado muito confiante com o preço do níquel acima do esperado no ano que vem, segundo avaliação do banco.

Reajuste

Um dos principais drivers das ações da Vale nas últimas semanas é a expectativa sobre o reajuste nos preços do minério de ferro para os contratos de 2008, dada as condições apertadas do mercado.

No entanto, “a preços correntes, entendemos que a Vale pode estar descontando um reajuste de mais de 40%, contra nossa nova expectativa de reajuste de 35%”, alerta o UBS.

Na semana passada, foi a vez do JP Morgan cortar a recomendação para as ações da companhia, de overweight – acima da média – para neutra,
interpretando que os ativos em Bolsa já refletiam a brilhante perspectiva da Vale.

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Bradespar

Para as ações preferenciais da Bradespar, que é uma holding com participação acionária na Vale do Rio Doce e na CPFL Energia, o UBS reiterou sua recomendação neutra.

“Apesar de acreditarmos que a Bradespar continue representando uma boa maneira de se ganhar exposição à Vale, acreditamos que as ações da mineradora sejam mais atraentes devido à maior liquidez.”