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SÃO PAULO – A ampliação do rol de procedimento dos planos de saúde brasileiros poderá encarecer o preço das mensalidades em até 10%, de acordo com o presidente da Abramge (Associação Brasileira de Medicina de Grupo), Arlindo de Almeida. A adoção de novos procedimentos foi publicada, nesta quinta-feira (10), no DOU (Diário Oficial da União).
“A maior preocupação é o custo para os planos de saúde e para os beneficiários. A introdução desses procedimentos vai gerar custos para as empresas. Isso pode causar desequilíbrio financeiro nas empresas e aumento das mensalidades dos planos de 8% a 10%”, afirmou Almeida, segundo a Agência Brasil.
Ele disse que a medida dificulta ainda mais a aquisição pelos brasileiros, que já enfrentam problemas para ter um plano de saúde. O percentual de aumento dependerá da operadora e do hospital ao qual ela é conveniada
Controvérsia
No ano passado, a Abramge já tinha afirmado que haveria aumento de 10%. Em resposta, o diretor-presidente da ANS, Fausto Pereira dos Santos, disse que a inclusão de novos procedimentos não irá encarecer os preços dos planos de saúde.
Conforme Santos, as alterações explícitas no rol foram revisadas entre os dias 15 de junho e 6 de setembro, durante consulta pública promovida pela agência. “O impacto é pequeno, muito aquém do benefício que vai trazer a mudança. No reajuste de 2008, isso não vai ser levado em consideração ainda e nós fazemos um sistema de monitoramento para observar o impacto que pode acarretar para 2009”, revelou.
Novos procedimentos
O rol é a referência de cobertura mínima obrigatória para cada segmentação de planos de saúde (ambulatorial, hospitalar, com ou sem obstetrícia, e plano referência) contratada pelo consumidor. A partir de abril, a cobertura ambulatorial e atendimentos de terapia ocupacional, fonoaudiologia, nutrição e psicoterapia estarão garantidos.
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A revisão ainda traz duas coberturas importantes para a prática do parto humanizado entre as beneficiárias de planos de saúde. Na nova versão, serão possibilitadas a cobertura dos partos feitos por enfermeira obstétrica e a presença de um acompanhante durante toda a estada da mulher no hospital.
Outros 126 procedimentos foram excluídos, já que não eram realizados, estavam obsoletos e não contavam com equipamentos ou materiais registrados na Anvisa. Com relação à nomenclatura, são 1.082 adequações.