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SÃO PAULO – Pesquisa divulgada na última quinta-feira (17), pela Fecomércio-RJ (Federação do Comércio do Rio de Janeiro), mostrou que o principal sonho de consumo do morador da Região Metropolitana do Rio é a compra de uma casa ou apartamento. Dentre os mais de 55% dos entrevistados que fazem planos de aquisições, 17% querem um imóvel.
A intenção é mais freqüente nas maiores faixas de renda. Quando analisados os consumidores que ganham acima de seis salários mínimos, o total de respostas fica em 19,9%. Aqueles com renda inferior a esse patamar representam 14,15%.
Por item
Em segundo lugar vem o carro, com 14,36% das respostas. Os menos citados são móveis e eletrodomésticos. Veja:
| Qual o principal plano de consumo pretendido para 2008% | |
| Item | Total |
| Imóvel | 17,03% |
| Veículo | 14,36% |
| Faculdade ou curso particular | 6,69% |
| Eletrônico | 5,72% |
| Viagem | 5,23% |
| Eletrodomésticos | 2,68% |
| Móveis | 1,22% |
| Outros | 3% |
Fecomércio-RJ
Tendência
As respostas mostram uma tendência nacional. Neste ano, brasileiros devem pedir de R$ 23 bilhões a R$ 25 bilhões em empréstimos para a compra de casas e apartamentos. O montante, segundo a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliária e Poupança), representa um crescimento na ordem de 30% sobre a expectativa de fechamento do ano passado.
A flexibilidade na concessão do crédito é o principal motivo. Bancos como a Caixa Econõmica Federal já oferecem modalidades com prazo de 30 anos para pagamento. As taxas de juro, por conta da competitividade entre os bancos, também cai.
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E ocorre no segundo item mais citado, o carro, o mesmo fenômeno. A facilidade em obter financiamento garantiu a venda recorde de 2,342 milhões de carros e utilitários no ano passado. Prazos mais longos – e, conseqüentemente, parcelas mais baixas – fizeram com que mais pessoas tivessem acesso ao crédito.
Pesquisa da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças) mostrou que, entre outubro e dezembro do ano passado, a média de prazo utilizado para o financiamento de um carro foi de 42 meses.