Preço dos alimentos e ritmo da economia são foco dos bancos em 2008

Conforme a Febraban, na seqüência, vêm oferta agregada insuficiente e pressão nos preços administrados

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SÃO PAULO – Nova pressão no preço dos alimentos e o aquecimento da atividade econômica são os principais focos das instituições financeiras para 2008 no cenário doméstico. Conforme divulgou nesta terça-feira (18) a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), 69,2% das respostas apontavam para ambos os itens, no que diz respeito à renovação de projeções para os próximos meses.

Na seqüência, veio oferta agregada insuficiente, com 57,7%, seguida por pressão nos preços administrados, com 53,8%. A pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 14 de fevereiro e também levou em consideração outras expectativas para este ano e 2009, como o crédito.

No bolso

No acumulado do ano passado, os alimentos tiveram encarecimento médio superior a 10% – ante uma inflação de 4,46% no âmbito do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Conforme análise da LCA Consultores, a valorização intensa nos preços desses produtos faz com que famílias de baixa renda tenham o orçamento comprometido, o que estimula a inadimplência.

Em janeiro deste ano, houve desaceleração: 1,52% para o grupo em específico, ante 2,06% registrados em dezembro. Logo depois, em fevereiro, o grupo teve variação ainda menor: 0,60%.

Apesar da menor variação de um mês para o outro (8,21% em fevereiro contra 14,02% em janeiro), os feijões continuaram com seus preços em ascensão. Por outro lado, as carnes, cuja variação em janeiro havia sido de 0,29%, apresentaram queda de 1% no mês passado.

Crédito

O aumento no volume de crédito concedido também será foco dos bancos. Na tabela abaixo, é possível ver a lista completa de itens que merecerão atenção das instituições financeiras para os próximos meses:

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Atenção para os próximos meses
Item Freqüência
Pressão no preço dos alimentos 69,2%
Atividade econômica aquecida 69,2%
Oferta agregada insuficiente 57,7%
Pressão dos preços administrados 53,8%
Desvalorização da taxa de câmbio 50%
Crise de energia 38,5%
Diminuição do superávit comercial 34,6%
Efeito defasado das decisões do Copom 30,8%
Diminuição da taxa de desemprego 23,1%
Crescimento do volume de crédito 23,1%

Fonte: Febraban