São Paulo é estado com menores preços para álcool e gasolina

Em relação à média nacional, os valores praticados pelos postos paulistas são inferiores em, respectivamente, 14% e 5%

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SÃO PAULO – Motoristas do estado de São Paulo são os mais beneficiados quando o assunto é preço dos combustíveis. Conforme coleta de preços feita pela ANP (Agência Nacional de Petróleo) na primeira quinzena de março, a localidade possui os menores valores médios do País para álcool e gasolina, cujos litros custam, respectivamente, R$ 1,286 e R$ 2,375.

Em relação à média nacional, que fica em R$ 1,476 e R$ 2,499, ainda nessa mesma ordem, os valores praticados pelos postos paulistas são inferiores em, respectivamente, 14% e 5%.

Mais caros e mais baratos

Na outra ponta, o Acre é o estado com maior preço para o derivado de petróleo: R$ 2,939, enquanto que o maior valor para o combustível vegetal, de R$ 2,130, é encontrado no Pará.

Na tabela abaixo é possível verificar os cinco estados com maiores e menores preços para os combustíveis:

Levantamento de preços(*)
Ácool
Maiores Menores
Estado Preço Estado Preço
Pará R$ 2,130 São Paulo R$ 1,268
Roraima R$ 2,098 Paraná R$ 1,452
Acre R$ 2,077 Bahia R$ 1,455
Amapá R$ 1,945 Goiás R$ 1,493
Rondônia R$ 1,898 Pernambuco R$ 1,515
Levantamento de preços(*)
Gasolina
Maiores Menores
Estado Preço Estado Preço
Acre R$ 2,939 São Paulo R$ 2,375
Mato Grosso R$ 2,876 Minas Gerais R$ 2,386
Alagoas R$ 2,779 Bahia R$ 2,402
Tocantins R$ 2,753 Amazonas R$ 2,432
Mato Grosso do Sul R$ 2,717 Paraná R$ 2,441

Fonte: ANP
* Por litro

Localização e impostos

Especialistas explicam que essa disparidade de preço é resultado, principalmente, de dois aspectos: o transporte do produto e a incidência de impostos sobre sua comercialização.

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A produção do álcool é feita, em sua maioria, em Estados do Nordeste, Sudeste (com destaque para São Paulo), norte do Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Portanto, em suas proximidades, o custo de logística é bem mais baixo.
Com isso, o transporte a estados mais afastados faz com que haja um encarecimento do produto.

Somado à isso estão os tributos regionais, como o ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadoria e Serviços) e o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), que também variam de localidade para localidade.