Greve dos auditores prejudica análise das declarações de IR

Auditores que deram continuidade aos trabalhos priorizam atividades essenciais, como a importação de remédios

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SÃO PAULO – O próprio presidente do Unafisco de São Paulo (Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal), Luiz Fuchs, admitiu que a greve dos auditores fiscais, iniciada no dia 18 do mês passado, está afetando as atividades de análise das declarações de Imposto de Renda. O serviço de malha fina de anos anteriores a 2008 está parado, segundo ele, bem como plantão fiscal da RF.

“Todas as atividades exercidas pelos auditores fiscais estão sofrendo impacto. A categoria manteve 30% dos auditores em atividade, mas esses 30% não têm a responsabilidade de trabalhar pelos 100%. Logo, somente não estamos deixando de realizar atividades que, no nosso entendimento legal, são prioritárias. É o caso da importação de remédios, perecíveis e materiais que não podem ficar estocados no Porto de Santos por oferecerem risco à segurança, a exemplo dos explosivos e dos combustíveis”, declarou Fuchs à InfoMoney.

Análise das declarações de 2008 pode ficar parada

A paralisação apenas não está afetando a entrega da declaração de Imposto de Renda deste ano, que é feita de forma eletrônica. Por outro lado, contribuintes não conseguem tirar dúvidas em plantões fiscais, por exemplo. “Tudo que os auditores fazem após a entrega da declaração está parado. Com a entrega deste ano, aparece uma nova demanda de análise, que deverá ficar prejudicada também, uma vez que estamos em greve por tempo indeterminado”.

“Na nossa perspectiva, cabe ao governo solucionar esse impasse com uma proposta melhor aos grevistas”, afirmou o presidente do Unafisco de São Paulo.

Greve

Depois de seis meses e meio de tentativa de fechar uma negociação com o governo, auditores fiscais da Receita federal do Brasil entraram em greve por conta da falta de resposta às reivindicações da classe.

A pauta reivindicatória foi apresentada ao governo em meados de agosto do ano passado e exigia reajuste salarial, subsídio como forma de remuneração e redução do fosso salarial.

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“Não é nosso interesse paralisar os trabalhos que, como toda a sociedade sabe, são de importância vital para o bom desempenho do governo. Está nas mãos do Executivo evitar a interrupção da série recorde de arrecadação registrada nos últimos meses e que continuou mesmo depois da extinção da CPMF. Para isso, basta que nos apresente propostas”, afirma o presidente do Unafisco Sindical (nacional), Pedro Delarue.