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SÃO PAULO – O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) decidiu por unanimidade na noite desta quarta-feira (16) elevar em 0,50 ponto percentual a taxa Selic, deixando-a no patamar de 11,75% ao ano. Foi a primeira elevação desde maio de 2005.
“O Comitê entende que a decisão de realizar, de imediato, parte relevante do movimento da taxa básica de juros irá contribuir para a diminuição tempestiva do risco que se configura para o cenário inflacionário e, como conseqüência, para reduzir a magnitude do ajuste total a ser implementado”, diz a nota publicada junto à decisão.
Apesar de acima das expectativas de grande parte do mercado, a decisão encontra apoio, já que mesmo com o cenário externo turbulento em função dos temores de recessão na economia dos EUA, o avanço inflacionário doméstico evidenciado pelos últimos indicadores de preços justifica a postura mais agressiva do colegiado.
Apesar da falta de consenso, as maiores apostas do mercado apontavam para uma elevação de menor magnitude, 25 pontos-base, o que levaria o juro básico doméstico a 11,5% ao ano.
Atual cenário justifica elevação
A ata do último encontro do Copom, realizado nos dias 4 e 5 de março, já dava sinais de uma elevação na Selic, na medida em que assumiu que caso um cenário de divergência entre a inflação projetada e a trajetória das metas viesse a se consolidar, o ajuste na taxa viria para reforçar a ancoragem das expectativas inflacionárias não somente para 2008, mas bem como ao médio prazo.
E desde a última reunião do colegiado, analistas já vinham ressaltando que os riscos inflacionários ainda persistiam na economia. O aquecimento econômico representa grande risco de que os reajustes de preços no mercado doméstico se generalizem.
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O Credit Suisse foi um dos que apostou na elevação de 50 pontos-base. Para o banco de investimentos, o avanço acima do esperado no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo) de março foi um dos fatores cruciais para a decisão, na medida em que alertou para a possibilidade de a inflação ficar fora da meta estipulada pelo governo.