Crédito e confiança do consumidor manterão bons resultados do comércio

Para o Copom, o crescimento dos níveis de emprego e renda também colaboram com o cenário positivo

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SÃO PAULO – De acordo com a ata do Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, divulgada nesta quinta-feira (24), a expansão do crédito e a manutenção da confiança do consumidor em níveis elevados devem garantir o atual ciclo expansionista do comércio varejista para os próximos trimestres.

Além disso, o crescimento dos níveis de emprego e renda também colaboram com o cenário positivo. Segundo o documento, indicadores setoriais, por exemplo os referentes a vendas de automóveis no primeiro trimestre deste ano, confirmam essa avaliação.

Para o Copom, o crescimento sólido do comércio varejista tem refletido tanto o desempenho dos segmentos mais sensíveis à expansão da renda e do emprego quanto o daqueles mais sensíveis às condições de crédito.

Preços ao consumidor

Ainda segundo a ata, o Comitê considera que se elevou a probabilidade de que pressões inflacionárias, inicialmente localizadas, venham a apresentar riscos para a trajetória da inflação doméstica.

Isso porque o aquecimento da demanda e do mercado de fatores, bem como a possibilidade do surgimento de restrições de ofertas setoriais, podem ensejar aumento no repasse de pressões sobre preços no atacado para os preços ao consumidor.

No entanto, as perspectivas para esse repasse, bem como para a generalização de pressões inicialmente localizadas sobre preços ao consumidor, dependem de forma crítica das expectativas dos agentes econômicos para a inflação, que mostraram elevação significativa nas últimas semanas e que continuam sendo monitoradas com particular atenção.

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Atividade econômica

Ao longo dos próximos meses, o crescimento do crédito e a expansão da massa salarial real devem continuar impulsionando a atividade econômica, acredita o Copom.

“Essas considerações se tornam ainda mais relevantes quando se levam em conta os nítidos sinais de demanda aquecida e o fato de que as decisões de política monetária terão impactos concentrados no segundo semestre de 2008 e em 2009”, aponta o documento.