Publicidade
SÃO PAULO – Após a reunião com representantes do Ministério da Fazenda, Flávio Azevedo, presidente do IBS (Instituto Brasileiro de Siderurgia), afirmou que o preço do aço não deve diminuir devido ao excesso de oferta no mercado doméstico, já que o valor acompanha a cotação internacional do produto e o alto custo das matérias-primas.
A reunião, realizada na última terça-feira (17), teve o objetivo de discutir o panorama para o mercado siderúrgico brasileiro. Para Azevedo, mesmo com a forte expansão de setores consumidores de aço – como construção civil e indústrias de bens de capital e automotivas – a produção nacional deve bastar.
De acordo com Azevedo, a preocupação do Governo com a escassez de aço nos próximos anos é grande. “É muito importante para o Governo saber dos setores que estão na base do crescimento se todos os insumos que estão na cadeia de abastecimento podem dar sustentação e fôlego ao aumento da demanda”, explicou.
Investimentos garantem abastecimento
Segundo dados do IBS, a demanda doméstica por aço atualmente é estimada em 22 milhões de toneladas por ano, enquanto a capacidade de produção é de 40 milhões.
As previsões do instituto apontam que, com os investimentos em curso ou aprovados, cerca de US$ 30 bilhões, essa capacidade deve aumentar para 63 milhões de toneladas em 2015. Ademais, se os investimentos atualmente em estudo forem aprovados, para 2017, as projeções de capacidade de produção sobem para 80 milhões de toneladas.
“Com os investimentos do setor de siderurgia, não existe o mínimo risco de desabastecimento nos próximos anos. Apesar da construção civil e da indústria automotiva terem iniciado o ano com crescimento elevado, eles continuarão plenamente atendidos”, afirmou o presidente do instituto.