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SÃO PAULO – Os gastos do consumidor com refeições fora de casa tendem a aumentar nos próximos anos. Estimativa feita pelo diretor da ECD Food Service, Enzo Donna, aponta que a participação do food service nos custos com alimentação do consumidor brasileiro passe dos 24% registrados em 2003 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para algo entre 28% e 30% em 2012.
Segundo Donna, dentre os fatores que impulsionam esse aumento do food service estão a crescente participação da mulher no mercado de trabalho e as dificuldades com o trânsito, aumentando o tempo gasto entre o local de trabalho e a residência, sobretudo nos grandes centros. Esses fatores contribuem para que as pessoas tenham cada vez menos tempo para fazer suas refeições em casa.
Donna prevê ainda que, nos próximos quatro anos, as compras dos estabelecimentos especializados em alimentação fora do lar, somadas às das indústrias de bebidas e alimentos, devem crescer 81%, atingindo um volume de R$ 91 bilhões em 2012.
No bolso do consumidor
Não são apenas os gastos das empresas de alimentos, bebidas e dos restaurantes que têm perspectiva de crescimento. O consumidor tende a sentir no bolso o prejuízo causado por essa maior tendência em fazer refeições fora de casa. O aumento do custo com alimentação foi destaque no IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor – 15) divulgado em junho.
A variação registrada pelo índice foi de 1,38% para a alimentação fora do lar. Ainda segundo o IBGE, refeições consumidas fora do domicílio acumularam alta de 6% no primeiro semestre do ano, sendo o maior contribuinte individual do índice no período.