Custo de vida de SP apresenta alta de 3,62% no primeiro semestre

Segundo o Dieese, no mês de junho, alta foi de 0,97% e, no acumulado de 12 meses, de 5,82%; alimentação é destaque

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SÃO PAULO – O ICV (Índice de Custo de Vida) da cidade de São Paulo apresentou inflação de 3,62% no primeiro semestre de 2008, superior em 0,78 ponto percentual ao resultado verificado no mesmo período do ano passado (2,84%).

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (3), fazem parte do levantamento mensal realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Em junho, o custo de vida aumentou em 0,97%, com 0,10 p.p. acima da taxa de maio (0,87%). As taxas dos grupos alimentação (2,88%) e despesas pessoais (1,15%) estiveram acima da inflação. Foi observada deflação em equipamentos (-0,64%) e transporte (-0,38%).

Desempenho no semestre

De acordo com o Dieese, no primeiro semestre, a grande pressão inflacionária partiu dos alimentos (7,75%). Os produtos in natura (8,59%) foram destaque, seguidos pela indústria da alimentação (7,34%) e alimentação fora do domicílio (6,64%).

O setor de Educação e Leitura teve avanço médio de 3,90% nos preços no primeiro semestre, enquanto o de Despesas Pessoais aumentou em 3,70%. Habitação também pressionou a inflação para cima, com alta de 3,11% nos preços, assim como o grupo Saúde (1,78%), Transporte (0,62%), Vestuário (0,20%) e Recreação (0,09%).

Equipamentos foi o único grupo que registrou queda em preços, de 0,80%, impulsionado, principalmente, pelos eletrodomésticos (-2,71%).

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Destaques em 12 meses

No acumulado dos últimos 12 meses – entre junho de 2007 e junho de 2008 -, o índice acumula alta de 5,82%.

Em 12 meses, os destaques ficaram com Alimentação (16,31%), Despesas Pessoais (7,55%), Educação e Leitura (4,87%). Já as menores variações foram detectadas nos grupos Equipamentos Domésticos (-1,78%) e Vestuário (-0,66%).

Em alimentos, todos os subgrupos registraram elevações marcantes, produtos in natura e semi-elaborados tiveram alta de 24,77%. Indústria de alimentação avançou 10,25% e a refeição fora de casa, 10,58%. Em Despesas Pessoais a alta se deve pelo aumento do preço de higiene e beleza (6,95%), enquanto em Educação e Leitura, se deve à educação (4,96%).