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SÃO PAULO – A temida combinação trazida por indicadores negativos e tensões advindas do setor financeiro colocou a Bolsa como a pior opção de investimento pelo segundo mês consecutivo em julho. No período, o Ibovespa caiu 8,48% e fechou o pregão desta quinta-feira (31) aos 59.505 pontos.
Reagindo ao forte ajuste nos preços do petróleo, as ações da Petrobras acompanharam o fluxo declinante e encerraram o período como destaques de queda dentre os papéis que compõem o principal índice acionário brasileiro, liderando com folga as perdas do benchmark.
No extremo negativo do Índice Bovespa, as ações preferenciais da companhia
(PETR4) acumularam expressiva queda de 22,31%, fechando esta sessão a R$ 35,90. Com esta desvalorização, os papéis passam a acumular perda de 18,27% desde o início do ano.
Logo em seguida apareceram os papéis ordinários da estatal (PETR3), que encerraram o mês com forte desvalorização de 22,16% e fecharam o pregão desta quinta-feira cotados a R$ 43,94. No ano, os ativos agora registram baixa de 15,87%.
Mês difícil para as commodities
A impressão de que julho seria um mês difícil para os investidores da Petrobras começou logo cedo, com a companhia enfrentando uma série de notícias desfavoráveis que se uniram e trouxeram um teor negativo às suas ações.
Se antes o cenário já não era bom, o noticiário envolvendo desde pedidos negados da Justiça até anúncio de greve na Bacia de Campos corroborou um dos piores meses para os ativos da petrolífera nos últimos anos.
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Mas foi na derrocada das commodities que os papéis da empresa encontraram seu principal entrave. Em meio a queda de mais de 11% nos preços do petróleo, a pressão nas ações de maior peso sobre o cálculo do Ibovespa foi considerável.
Os analistas do UBS demonstram-se pessimistas quanto à trajetória da commodity, cuja premissa de longo prazo é de US$ 100 por barril. “Acreditamos que a consolidação do preço do petróleo deve levar o setor a um desempenho inferior ao do mercado”, avaliam.
Outras quedas
Outros papéis que também tiveram desempenho ruim em julho foram Bradespar PN (BRAP4, R$ 35,70, -18,55%),
Vale Rio Doce ON (VALE3, R$ 47,34, -17,53%),
Duratex PN (DURA4, R$ 28,46, -16,29%) e Vale Rio Doce PNA (VALE5, R$ 40,85, -14,36%).