IPC-Fipe: apesar da queda, inflação é pressionada pelas despesas pessoais

Despesas pessoais atingem 0,95%; alimentação caiu de 1,07% para 0,69% na primeira quadrissemana de agosto

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SÃO PAULO – Apesar de quatro dos sete grupos que compõem o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) terem desacelerado, o grupo Despesas Pessoais, um dos que reduziu, foi o principal responsável por pressionar o indicador geral.

A categoria de Despesas Pessoais variou de 1,19% na última quadrissemana de julho para 0,69% na primeira de agosto, contribuindo com 30,71% do IPC.

A inflação geral (envolvendo todos os grupos) registrada pelo IPC-Fipe diminuiu na primeira quadrissemana de agosto, em relação à última de julho, chegando a 0,38%, contra 0,45% na medição anterior.

Alimentação e outras quedas

Motivo de preocupações há vários meses, o grupo Alimentação destacou-se na medição do IPC da primeira quadrissemana de agosto pela queda. A maior variação ponderada foi desse grupo, que saiu de 1,07% na quadrissemana final de julho para 0,69% na primeira de agosto.

Mesmo com a queda significativa, a categoria dos alimentos contribuiu com 41,28% do índice. Outras variações importantes para a desaceleração do indicador de inflação da Fipe vieram dos grupos Vestuário, que caiu de -0,03% na última quadrissemana de julho para -0,15% uma semana depois, e Educação, passando de 0,05% para 0,04%.

Pressionaram o índice de forma positiva na primeira quadrissemana do mês os grupos Habitação (-0,09% para 0,04%), Transportes (0,32% para 0,37%) e Saúde (0,56% para 0,57%).

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IPC-Fipe

A cada semana, a Fipe calcula as variações quadrissemanais do IPC de São Paulo, para a faixa de renda familiar entre 1 e 20 salários mínimos.

Quando os resultados são divulgados, a semana referente à coleta de dados substitui a primeira semana de coleta do período anterior. No fim do mês, é calculada a taxa referente ao mês em questão, sendo comparada com a taxa do mês anterior.