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SÃO PAULO – Quem quiser obter a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) deverá passar mais tempo se dedicando aos cursos teórico e práticos exigidos para a concessão do documento. Isso porque o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) aprovou o aumento da carga horária desses cursos de 30 para 45 horas, e de 15 para 20 horas, respectivamente.
Porém, não é somente as horas que irão aumentar, mas o preço também, e obter uma carteira de habilitação poderá pesar mais no bolso do candidato. O presidente do Sindicato das Auto Moto Escolas e Centro de Formação de Condutores no Estado de São Paulo, José Guedes Pereira, estima que somente para os cursos de teoria, o aumento será de, no mínimo, R$ 45.
Mais professores, mais gastos
Guedes lembra que, entre outras coisas, o aumento da carga horária faz com que mais professores tenham que ser contratados, o que gera um aumento de gastos para as auto-escolas, com salários e benefícios, que deve ser repassado para os clientes.
Mas, ele também considera que se o aumento ocorre para melhorar a formação do condutor, não há o que discutir. “Não se pode ficar pensando só em valores. Hoje só se pode habilitar quem está preparado para dirigir”, considera.
Mudanças necessárias
O presidente do sindicato acredita que aumentar a carga horária é necessário no curso teórico, principalmente para incluir, no conteúdo, questões que não eram abordadas antes.
“Com 30 horas de duração não há nada sobre veículos de duas rodas, e isso é fundamental hoje, devido ao alto número de acidentes, independente se a pessoa vai tirar carta para moto. Inclusive a Lei Seca tem que fazer parte do conteúdo”, afirma.
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Pelas determinações do Contran, somente as aulas de Direção Defensiva passaram de 8 para 16 horas, e irão incluir e reforçar conteúdos específicos à formação de condutores de motocicletas.