Qualidade, e não preço, é fator número um de sucesso nos emergentes

Multinacionais têm visto emergentes como fonte de crescimento, especialmente agora, com a crise

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SÃO PAULO – Mais da metade (56%) das empresas que operam em mercados emergentes citam a qualidade do produto ou serviço como um fator crucial para a conquista dos consumidores locais. Em seguida aparecem os preços (41%) e a capacidade de sedução da marca, com 24%.

Como na visão dessas organizações o sucesso no mercado doméstico é um imperativo, uma grande maioria de executivos (71%) cita a conquista dos consumidores locais como o motivo principal para operar nos países emergentes. O percentual é muito superior ao de empresas que enxergam esses países apenas como meios de cortar custos, por conta da mão-de-obra mais barata (28%) ou ter acesso a seus recursos naturais (13%).

Essas são algumas das conclusões do estudo “Ahead of the game: succeeding in emerging markets” (À frente do jogo: fazendo sucesso em mercados emergentes, em uma tradução livre), realizado pelo Economist Intelligence Unit.

Novos desafios

A pesquisa evidencia a mudança dos desafios que se apresentam às empresas que decidem operar nos emergentes. Eles estão preocupadas com a instabilidade política, os fundamentos macroeconômicos e a infra-estrutura precária desses países. Mas a principal barreira hoje é a falta de mão-de-obra qualificada. Quase um a cada quatro executivos de multinacionais, o que equivale a 23%, a indicam como o empecilho número um. Para cerca de três quartos das companhias, o problema constitui uma barreira moderada.

“Empresas multinacionais têm visto mercados emergentes como uma fonte de crescimento em alguns momentos, mas especialmente agora, com a crise na economia mundial”, explica o autor da pesquisa, James Watson. “Esta pesquisa mostra o que as empresas precisam fazer, como focar na qualidade, para conquistar os milhares de consumidores desses países”.

Confira outros resultados da pesquisa:

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Sobre a pesquisa

A pesquisa contou com a participação de 1,3 mil executivos dos 15 maiores mercados emergentes, que representaram os principais alvos do investimento direto estrangeiro nos últimos cinco anos (China, Índia e Tailândia, da Ásia; Polônia, Rússia e Turquia, do Leste Europeu; Brasil, Chile e México, da América Latina; Egito, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, do Oriente Médio e do norte da África; e Angola, Nigéria e África do Sul, da África). Havia entrevistados das empresas nacionais e de multinacionais.