Impostômetro deve marcar R$ 1 trilhão antes do previsto

Estimativa era de que a cifra fosse alcançada somente no final do ano, mas velocidade da arrecadação fez IBPT rever prejeções

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SÃO PAULO – Estimativas da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) e do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) apontavam que o Impostômetro, painel eletrônico da associação que indica os valores somados aos cofres públicos por mais de 60 tributos diretos ou indiretos, deveria atingir a inédita marca de R$ 1 trilhão ao final de 2008.

No entanto, por conta da velocidade de crescimento da arrecadação, o IBPT teve de rever seus números e, segundo os novos cálculos, a marca histórica deve ser atingida antes do previsto, ainda na primeira quinzena de dezembro – sem data exata confirmada.

No ano passado, foram marcados R$ 921 bilhões; em 2006, R$ 812,7 bilhões; e em 2005, ano da inauguração do painel, R$ 731,8 bilhões.

Você consegue imaginar o que seria possível fazer com tanto dinheiro?

Mais de 30 anos de cestas básicas

De acordo com simulação da própria associação, com o montante estimado para o Impostômetro deste ano, de R$ 1 trilhão, seria possível fornecer cestas básicas para toda a população brasileira por 397 meses, ou seja, mais de 30 anos.

Além disso, segundo os cálculos da associação, seria possível fornecer medicamentos para toda a população por 445 meses ou, ainda, pagar mais de 2,6 bilhões de salários mínimos.

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Aquisições

A tabela abaixo mostra quais as aquisições que poderiam ser feitas com o valor de R$ 1 trilhão.

Aquisições e/ou melhorias Quantidade
Casas Populares (40m2) 74.074.074
Salas de aula equipadas 83.333.333
Cestas básicas 6.250.000.000
Ambulâncias equipadas 14.285.714
Carros populares 44.563.280

Sem mais impostos

O aumento da velocidade de arrecadação mostra que há recursos suficientes e que não é preciso a criação de novos impostos, como a CSS (Contribuição Social para a Saúde).

Para o economista e superintendente institucional da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), Marcel Solimeo, na retomada do debate sobre o novo imposto – que ficou marcada para depois das eleições municipais – deve haver bom senso por parte dos parlamentares, para que não haja “impacto negativo sobre a economia do país”, sobretudo considerando o “período difícil que ela atravessa”.

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Solimeo declara que as expectativas da ACSP são de que o tributo não seja aprovado e que, da mesma forma como a entidade lutou contra a prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira), também participará das discussões manifestando sua contrariedade à CSS.