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SÃO PAULO – A siderúrgica ArcelorMittal decidiu reduzir os preços dos aços planos no mercado brasileiro em até 10% em janeiro, conforme anunciou o Inda (Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço).
Segundo o instituto, os distribuidores já haviam reduzido os preços do aço de 5% a 7% em dezembro. Vale lembrar que a companhia foi a primeira no Brasil a reduzir seu volume produzido desde a piora da crise financeira no segundo semestre de 2008.
A equipe do Itaú não se mostrou surpresa e afirmou que outras siderúrgicas brasileiras podem seguir o exemplo da ArcelorMittal e também optar por corte nos preços. Os analistas destacaram que, antes da redução, o aço plano do País era negociado com um preço em média 76% maior do que o praticado por seus pares internacionais.
“Já era esperada uma readequação dos preços de aço no mercado interno. É provável que as siderúrgicas nacionais acompanhem o movimento da ArcelorMittal e reduzam também seus preços, embora tentem postergar ao máximo esse reajuste”, ecoou a corretora Ativa.
Expectativas
Os analistas do Bradesco também esperavam a queda nos preços do aço no Brasil. “Na verdade, estávamos projetando uma queda maior, de 47%, então acreditamos que há espaço para cortes adicionais”, ressaltaram.
Na visão do Itaú, uma recuperação nos preços internacionais pode evitar a continuidade do movimento de queda dos aços, além de uma maior desvalorização do real e um maior equilíbrio entre oferta e demanda no mercado interno.
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Para a Link Investimentos, o fraco volume de vendas no quarto trimestre, que motivou o corte nos preços, deve apresentar certa recuperação nos três primeiros meses deste ano, porém sem voltar aos patamares anteriores à crise.
“A queda nos preços começará a impactar os resultados das companhias (…). Nossa expectativa é de que as companhias continuem lucrativas mesmo nesse período, porém, sem margens tão fortes”, previu.
Recomendações
Mesmo com previsões mais amenas, a Link recomenda que os investidores fiquem fora do setor siderúrgico como um todo.
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As equipes do Itaú e do Bradesco discordam, com a primeira recomendando outperform aos ativos da Usiminas (USIM3, USIM5) e sector-perform para a CSN (CSNA3). Os analistas do Bradesco, por sua vez, recomendam outperform às ordinárias da Usiminas e market perform às preferenciais classe A e aos papéis da CSN.