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SÃO PAULO – Mesmo com a extinção da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), a carga tributária do País teve um aumento na representação do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, de 1,10 ponto percentual.
Isso porque, em 2007, os tributos representavam 36,48% do PIB, e no ano passado, essa porcentagem passou para 37,58%, segundo um levantamento feito pela CNM (Confederação Nacional de Municípios).
O percentual inclui todos os tributos recolhidos compulsoriamente da sociedade e das empresas, incluindo royalties, taxas e cobranças. O levantamento foi feito com base nos relatórios de receita da União, dos estados e municípios.
Valores
Em valores absolutos, o estudo mostra que a carga tributária, considerando a arrecadação dos governos federal, estaduais e municipais, chegou a R$ 1,090 trilhão. Ainda segundo a CNM, os municípios responderam por 3,4% desse total, ou R$ 56,9 bilhões, contra 68,5% da União (R$ 746,8 milhões).
Porém, embora tenha a menor participação, a receita das cidades brasileiras foi a que mais cresceu desde 2002: 152% em valores nominais, sem descontar a inflação.
Em relação a arrecadação por tributo, o ISS (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza), principal receita própria dos municípios, foi o destaque, já que sua receita registrou o terceiro maior crescimento desde 2002, ficando atrás da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) e dos royalties.