Gabrielli admite possível queda no preço da gasolina

Se taxa de câmbio e preço do barril de petróleo e da gasolina se mantiverem em até quatro meses, haverá necessidade de reajuste

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SÃO PAULO – O preço da gasolina e do diesel pode cair, se a cotação do barril do petróleo e o câmbio se mantiverem estáveis nos patamares atuais por um prazo de até quatro meses, conforme afirmou o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, nesta quarta-feira (11).

De acordo com ele, a queda de preços não depende somente da cotação do barril do petróleo, que está em US$ 40. “Não é só uma questão do preço do barril do petróleo estar abaixo ou acima dos US$ 40. É necessário também que se observe o preço da gasolina e, essencialmente, a taxa de câmbio daqui a três meses”, disse.

“Se essas três circunstâncias de hoje se mantiverem, provavelmente, em três a quatro meses, se se olhar o mercado futuro, provavelmente o preço da gasolina e o preço do diesel terão que se ajustar no mercado brasileiro”, completou à TV Brasil.

Mercado brasileiro e internacional

Grabielli afirmou que não é uma questão de ser possível ou não a redução de preços, mas de haver a necessidade de queda dos valores, se houver uma estabilidade dos preços internacionais do petróleo e do câmbio. “Não há como você descolar, em uma situação de estabilidade, o mercado brasileiro do preço internacional e do câmbio”, disse.

Histórico

Em maio do ano passado, quando o preço do barril do petróleo estava em alta, os preços da gasolina e do diesel foram reajustados em 10% e 15%, respectivamente.

Quando o preço do petróleo começou a cair, questionamentos foram feitos em relação à queda do valor dos combustíveis no mercado interno. As declarações da Petrobras sempre foram no sentido de dizer que reajustes não são feitos no curto prazo, a exemplo do realizado em maio do ano passado, que refletiu aumentos do preço do petróleo em anos anteriores.