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SÃO PAULO – O preço da cesta básica de São Paulo praticamente se manteve em março, com leve queda de 0,01% na comparação com fevereiro, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP em convênio com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), divulgada nesta terça-feira (07).
Em março, os paulistanos pagaram R$ 281,90 para comprar os produtos essenciais, sendo que, em fevereiro, esse valor era de R$ 281,94.
No ano, a variação é negativa em 2,05% e, nos últimos doze meses, a variação é positiva, 7,25%.
Quedas e Altas
Dos 31 produtos analisados, 16 apresentaram alta nos preços, 13 tiveram queda e dois mantiveram seus preços estáveis no mês passado. Alimentação apresentou alta de 0,89%, enquanto os grupos Limpeza e Higiene Pessoal tiveram recuo, de 2,07% e 5,44, respectivamente.
Dentro do grupo Alimentação, o feijão carioquinha (-15,18%) e biscoito Maizena (-3,33%) registraram as maiores quedas. Já a dúzia de ovos brancos (10,73%), o açúcar refinado (9,90%) e a batata (9,73%) foram os produtos com as maiores altas, o que, de certa forma, ajudou a neutralizar a queda no valor médio da cesta básica.
No grupo Limpeza, as maiores altas foram registradas pelos seguintes produtos: água sanitária (6,01%) e detergente líquido (1,27%) e as quedas no sabão em barra (-4,88%) e no sabão em pó (-2,08%). Já no grupo HIgiene Pessoal a maior alta foi no creme dental (0,81%) e o maior recuo no papel higiênico (-16,67%).
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Concorrência estimulou resultado
De acordo com o Procon-SP/Dieese, os aumentos ou quedas nos preços dos produtos que compõem a cesta básica nem sempre estão atrelados a algum desequilíbrio entre oferta e demanda.
Segundo as instituições, as variações podem, simplesmente, refletir os procedimentos adotados pelo varejo, seja para estimular a concorrência ou para queimar estoques por meio da queda de preços.