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SÃO PAULO – Os paulistanos viram os preços subirem 0,40% no terceiro mês deste ano.
A taxa, 0,38 ponto percentual maior do que a apurada em fevereiro, foi mais sentida no bolso das famílias de maior poder aquisitivo, pertencentes ao estrato 3. Em março, todos os estratos de renda registraram taxas de inflação maiores do que as apuradas um mês antes.
As informações, divulgadas nesta terça-feira (7), fazem parte do ICV (Índice de Custo de Vida), apurado mensalmente pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).
Por renda
Segundo o levantamento, o ICV para o estrato 1 (composto por um terço das famílias mais pobres, que contempla os domicílios nos quais a renda média salarial fica em R$ 377,49 ao mês) registrou variação de 0,36% em março. Um mês antes, o índice havia sido de -0,02%, o que representa alta de 0,38 ponto percentual.
Para as pessoas inseridas no estrato 2 (famílias de nível intermediário, com rendimento médio de R$ 934,17 mensais), o ICV, que apresentou queda de 0,01% no mês anterior, teve alta de 0,35% em março.
Considerando o estrato 3 (que reúne as famílias de maior poder aquisitivo, cuja renda média é de R$ 2.792,90 por mês), o Dieese aponta que o custo de vida avançou 0,43%, alta de 0,39 ponto percentual em relação a fevereiro.
Principais variações
No mês passado, as principais contribuições vieram das variações de preços em Alimentação (0,47%), atingindo especialmente as famílias pertencentes ao estrato 3, em Habitação (0,93%) e em Despesas Pessoais (0,70%).
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Por outro lado, contribuíram para uma alta não tão agressiva da inflação a queda nos preços de Transportes (-0,14%), que beneficiou as famílias dos estratos 2 e 3, de Recreação (-0,35%) e de Despesas Diversas (-0,21%).
Acumulado
Nos últimos 12 meses – entre abril de 2008 e março de 2009-, o ICV-Dieese acumula alta de 5,90%. Ao se considerar os diferentes estratos de renda, a maior taxa apurada foi a das famílias de menor poder aquisitivo (6,18%). Para as famílias do estrato 2, o aumento da inflação fica em 5,80%, enquanto, para aquelas com maior poder aquisitivo, corresponde a 5,88%.
Os aumentos verificados em 12 meses devem-se especialmente às elevações apuradas nos grupos Alimentação (8,85%), Habitação (7,18%), Educação e Leitura (8,11%), Despesas Pessoais (8,01%) e Despesas Diversas (9,61%).