Índice de custo de vida cai em São Paulo, mas sobe para baixa renda

Enquanto o índice geral ficou em 0,31% para as famílias de baixo poder aquisitivo, a taxa atingiu 0,48% em abril

•

Publicidade

SÃO PAULO – Os paulistanos viram os preços subirem 0,31% no quarto mês deste ano. A taxa representa uma queda de 0,09 ponto percentual em relação a março, mas para as famílias de menor poder aquisitivo, pertencentes ao estrato 1, a história foi outra. Em abril, a taxa de inflação dessa classe ficou em 0,48%, contra 0,36% no mês anterior.

As informações, divulgadas nesta quinta-feira (7), fazem parte do ICV (Índice de Custo de Vida), apurado mensalmente pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).

Por renda

Segundo o levantamento, o ICV para o estrato 1 (composto por um terço das famílias mais pobres, que contempla os domicílios nos quais a renda média salarial fica em R$ 377,49 ao mês) registrou alta de 0,12 ponto percentual no índice de custo de vida. Entre os motivos, estão o aumento nos preços de medicamentos (5,76%) e cigarros (5,52%).

Para as pessoas inseridas no estrato 2 (famílias de nível intermediário, com rendimento médio de R$ 934,17 mensais), o ICV ficou em 0,36% em abril, contra 0,35% um mês antes.

Considerando o estrato 3 (que reúne as famílias de maior poder aquisitivo, cuja renda média é de R$ 2.792,90 por mês), o Dieese aponta que o custo de vida avançou 0,25%, o que representa uma queda de 0,18 ponto percentual em relação a março, quando o índice estava em 0,43%.

Principais variações

No mês passado, as principais contribuições vieram das variações de preços em Saúde (1,21%), atingindo especialmente as famílias pertencentes ao estrato 1, em Despesas Pessoais (2,66%) e em Alimentação (0,16%).

Continua depois da publicidade

Por outro lado, contribuíram para uma alta não tão agressiva da inflação a queda nos preços de Transportes (-0,30%), que beneficiou as famílias de todos os estratos, e de Recreação (-0,03%).

Acumulado

Nos últimos 12 meses – entre maio de 2008 e abril de 2009-, o ICV-Dieese acumula alta de 5,79%. Ao se considerar os diferentes estratos de renda, a maior taxa apurada foi a das famílias de menor poder aquisitivo (6,19%). Para as famílias do estrato 2, o aumento da inflação fica em 5,76%, enquanto para aquelas com maior poder aquisitivo, corresponde a 5,69%.

Os aumentos verificados em 12 meses devem-se, especialmente, às elevações apuradas nos grupos Alimentação (8,43%), Habitação (7,05%), Educação e Leitura (8,21%), Despesas Pessoais (10,29%) e Despesas Diversas (9,82%).