Citi observa Rio Tinto e ressalta possibilidade de joint venture com BHP

Banco norte-americano avalia negócios na mina de Pilbara e afirma que parceria "faz sentido" no longo prazo

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SÃO PAULO – Atentos ao desenrolar das negociações entre a Rio Tinto e a Chinalco, a equipe de analistas do Citi defendeu que, caso o acordo não seja concretizado, a australiana deverá buscar outros caminhos para levantar capital.

Entre os pontos defendidos pelo banco, a emissão de US$ 10 bilhões em direitos de subscrição parece ser a opção mais provável a ser adotada pela mineradora para cobrir as necessidades de pagamento. “Mas nós não descartamos a formação de uma joint venture com a BHP Billiton”.

Segundo o time de especialistas, a parceria entre as duas mineradoras faz sentido e deverá se tornar realidade, mas não no curto prazo. “Ela só seria interessante caso a inglesa assumisse o controle das operações em Pilbara, o que achamos pouco provável de acontecer agora”.

Ganhos de sinergia

O Citigroup alertou que a união entre as duas mineradoras poderá trazer ganhos expressivos de sinergia, aumentando a produtividade e melhorando a utilização dos recursos aplicados. “Ela também traria ganhos de logística, tornando o transporte mais eficiente”.

“As operações da BHP e da Rio Tinto em Pilbara são uma das melhores, mas não há um relacionamento muito próximo entre elas”, sugere o banco. A estimativa do Citi é que ambos os negócios cheguem perto dos US$ 43 bilhões e que esse valor pode aumentar caso a parceria aconteça.